Criminoso condenado por roubo e extorsão usava documentos falsos e vivia como comerciante até ser identificado pela polícia
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| Polícia prendeu em São Vicente foragido que vivia como ourives há mais de uma década usando identidade falsa. Foto: Divulgação/Deinter 6. |
A Polícia Civil desmantelou, nesta terça-feira (19), um elaborado disfarce que sustentava a liberdade de um dos foragidos mais antigos da região. Roberto Aparecido da Silva, condenado por crimes como roubo e extorsão, vivia há 13 anos longe do sistema prisional após escapar do Centro de Detenção Provisória de Mongaguá. Para driblar a Justiça, adotou nova identidade e se estabeleceu em São Vicente como ourives, atendendo na Rua Martins Afonso, em pleno coração da cidade.
O disfarce, no entanto, começou a ruir após investigações conduzidas pelo 2º Distrito Policial de Santos, que apontavam a permanência de atividades criminosas ligadas ao fugitivo. Quando abordado, o homem apresentou-se como “Francisco Roberto Caetano Souza”, entregando aos agentes documentos de identidade e habilitação aparentemente legítimos. Ainda tentou negar as acusações, alegando desconhecer qualquer pendência judicial.
Não demorou para que as consultas aos sistemas policiais revelassem a farsa: tratava-se, de fato, de Roberto Aparecido, fugitivo desde a década passada. O golpe final veio na própria delegacia, onde a identidade verdadeira foi confirmada, encerrando a trajetória de mais de uma década de fuga sustentada pela falsificação de documentos.
Diante da constatação, o preso foi autuado em flagrante por uso de documento falso e falsidade ideológica, além de seguir à disposição da Justiça para o cumprimento das penas já aplicadas em processos anteriores.
Por mais de uma década, um condenado por crimes graves circulou livremente, construiu fachada de comerciante e, possivelmente, manteve atividades ilícitas na Baixada Santista sem ser incomodado. A captura demonstra eficiência investigativa pontual, mas também escancara a demora na resposta do Estado, que somente agora devolve o condenado ao sistema prisional.
O desfecho, ainda que tardio, reforça a necessidade de vigilância contínua, já que cada foragido em liberdade representa não apenas um fracasso do sistema, mas também um risco permanente para a sociedade.


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