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Mercado em Guarujá é alvo de operação por furto de energia elétrica avaliado em quase R$ 270 mil

Polícia Civil identifica fraude que durou três anos; mais de R$ 60 mil em espécie foram apreendidos no local

Operação policial em mercado de Guarujá identificou ligações clandestinas que abasteciam equipamentos de alto consumo sem registro no medidor. Foto: Divulgação/Polícia Civil.

A Polícia Civil desarticulou um esquema de furto de energia elétrica em um mercado localizado no bairro Morrinhos, em Guarujá. A fraude, que segundo as investigações perdurou por pelo menos três anos, causou prejuízo estimado em R$ 269.573,00 à concessionária responsável pelo fornecimento.

A operação, realizada com apoio técnico da Neoenergia Elektro, ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na rua Trinta e Quatro. No local, os agentes identificaram ligações clandestinas que abasteciam diretamente o estabelecimento, garantindo o funcionamento de equipamentos de alto consumo, como câmaras frias e freezers, sem qualquer registro no medidor.

De acordo com a perícia, foram constatados três tipos distintos de irregularidades: uma auto religação indevida, uma derivação direta da rede secundária e outra embutida na alvenaria. A fraude totalizou o desvio de aproximadamente 293.014 kWh em 36 meses.

Durante a ação, uma mulher de 32 anos se apresentou como responsável pelo comércio. No andar superior, que funcionava como escritório e residência, os policiais encontraram R$ 60.950,00 em dinheiro escondidos em compartimentos fechados, além de um celular que seria de um dos sócios do negócio. O material foi apreendido e será analisado no decorrer das investigações.

Segundo a Polícia Civil, a apuração que levou até o mercado é desdobramento de uma operação anterior. Dias antes, no bairro Morrinhos IV, um comerciante de 63 anos havia sido preso em flagrante pelo mesmo tipo de crime em uma mercearia da avenida Maestro Victor Aguiar. Na ocasião, foi constatada a ligação irregular que resultou no furto de 57.559 kWh, avaliados em cerca de R$ 52.950,00.

O furto de energia elétrica é tipificado pelo artigo 155 do Código Penal e prevê penas que variam de um a cinco anos de reclusão, além de multa. Quando há adulteração no medidor para reduzir o registro de consumo, o delito passa a configurar estelionato, conforme o artigo 171. Em ambos os casos, além da responsabilização criminal, os envolvidos podem ser obrigados a pagar retroativamente os valores referentes ao consumo desviado.

A Polícia Civil reforçou que o combate a esse tipo de fraude é fundamental para evitar prejuízos ao patrimônio público e à coletividade, já que os custos acabam refletindo na conta de energia dos consumidores regulares. As investigações prosseguem para identificar a origem dos valores apreendidos e possíveis conexões com outras práticas ilícitas.


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