Fogo atinge cerca de 50 moradias no bairro Rádio Clube; moradores recebem apoio emergencial após tragédia
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| Bombeiros trabalham no controle do incêndio que destruiu dezenas de casas na Zona Noroeste de Santos. Foto: Reprodução/Marcelo Ricky. |
Um novo incêndio voltou a atingir a Zona Noroeste de Santos na tarde desta quinta-feira (28), menos de um mês depois de outro episódio de grandes proporções que deixou uma idosa morta e mais de 100 residências destruídas na região. O fogo, desta vez, ocorreu no Caminho São Sebastião, no bairro Rádio Clube, e consumiu aproximadamente 50 moradias.
Segundo o Corpo de Bombeiros, as chamas começaram por volta das 13h40. Ao todo, 11 viaturas e 27 bombeiros foram mobilizados para o combate. Apesar da rápida resposta das equipes, as chamas se espalharam rapidamente pelas construções de madeira. As causas do incêndio ainda não foram identificadas.
Três pessoas ficaram feridas e receberam atendimento médico. Duas mulheres foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhadas à UPA da Zona Noroeste por inalação de fumaça. Um homem de 30 anos foi levado à Santa Casa de Santos após ser atingido na cabeça por uma telha que despencou durante o incêndio e também por ter inalado fumaça.
O fogo foi controlado por volta das 16h, quando teve início a fase de rescaldo, para evitar novos focos. O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Defesa Civil Estadual acompanha a situação e enviou equipes ao local. A Prefeitura de Santos informou que a ajuda humanitária já está sendo organizada e será direcionada ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), que ficará responsável pelo atendimento às famílias afetadas.
De acordo com a administração municipal, o prefeito Rogério Santos (Republicanos) entrou em contato por telefone com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que garantiu apoio imediato ao município. Foram disponibilizados três caminhões para dar suporte às vítimas: dois da Defesa Civil Estadual e um da Secretaria de Assistência Social.
Moradores, ainda abalados pelo incêndio ocorrido no início do mês, voltam a enfrentar a perda de suas casas e pertences em meio à insegurança causada pela repetição da tragédia em tão curto espaço de tempo.


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