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Clínica de estética clandestina em Santos vira alvo de operação policial

Materiais cirúrgicos, fichas de pacientes e agenda de atendimentos acendem alerta para riscos à saúde no Marapé

Materiais médico-hospitalares e instrumentos cirúrgicos apreendidos em conjunto comercial no Marapé são exibidos na delegacia pela Polícia Civil de Santos. Foto: Divulgação/Polícia Civil.

O que parecia ser apenas mais um conjunto comercial na movimentada Avenida Carvalho de Mendonça, no bairro Marapé, em Santos, escondeu uma cena que está longe do padrão de um atendimento seguro em saúde. Na manhã de terça-feira (2), investigadores do 4º Distrito Policial cumpriram um mandado de busca e apreensão no local e encontraram um cenário típico de clínica de estética, mas sem a estrutura nem a transparência de um consultório regularizado.

Segundo a Polícia Civil, a responsável pelo espaço chegou a receber os agentes como se fossem clientes interessados em procedimentos estéticos. A farsa durou pouco. Assim que foi informada da ordem judicial, expedida pelo Juízo das Garantias da 7ª Região Administrativa Judiciária, ela acompanhou a entrada da equipe e o início das buscas.

Dentro do conjunto, os policiais localizaram materiais médico-hospitalares, instrumentos de uso restrito, substâncias farmacológicas e equipamentos usados em procedimentos estéticos de maior complexidade. A variedade e a quantidade dos itens reforçaram a suspeita de que, ali, funcionava uma clínica clandestina, supostamente conduzida por pessoa sem formação técnica adequada e sem o respaldo dos órgãos de fiscalização em saúde.

Além dos materiais físicos, os investigadores recolheram fichas de anamnese e consentimento, apostilas sobre técnicas estéticas, uma agenda com anotações de clientes e o telefone celular da investigada, que foi lacrado para perícia. Para a polícia, esses elementos indicam que não se tratava de uma atuação pontual, mas sim de uma rotina de atendimentos, possivelmente a diversas pessoas, em completo paralelo às normas básicas de segurança sanitária.

Todo o material apreendido será submetido à análise pericial, que deverá apontar a natureza das substâncias, verificar a legalidade dos instrumentos e esclarecer se a suspeita tinha, ou não, qualquer autorização para manipular e utilizar aqueles itens. As pessoas identificadas nas fichas serão chamadas a depor para ajudar a dimensionar a extensão da atividade irregular e relatar eventuais procedimentos invasivos realizados no endereço.


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