Produção ilegal operava em bairro residencial e abastecia o comércio com bebidas adulteradas, segundo a Polícia Civil
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| Bebidas alcoólicas apreendidas durante a operação são exibidas na delegacia de polícia em Santos. Foto: Divulgação/Polícia Civil. |
O que parecia apenas mais um imóvel discreto no bairro Areia Branca escondia uma operação que colocava em risco a saúde pública. Na tarde de sexta-feira (19), policiais civis do 5º Distrito Policial de Santos, com apoio do 7º DP, descobriram e desmantelaram uma fábrica clandestina de bebidas alcoólicas que funcionava de forma irregular e fora de qualquer controle sanitário.
A investigação levou os agentes até o local após indícios da produção e distribuição de bebidas falsificadas. Ao chegarem, os policiais foram recebidos pelo responsável pelo imóvel. Com a porta entreaberta, as evidências já estavam à vista: diversas garrafas de bebidas alcoólicas espalhadas pelo chão, prontas para circulação no mercado.
Questionado, o homem admitiu que adulterava as bebidas com finalidade comercial. Ele também indicou aos investigadores um cômodo no pavimento superior, onde havia ainda mais material armazenado. No total, além das bebidas já prontas, foram encontradas cerca de 200 garrafas vazias, rótulos e tampas, compondo o cenário típico de uma linha de produção clandestina.
Todo o material foi apreendido e encaminhado à perícia criminal, que irá elaborar laudos técnicos para confirmar o grau de adulteração e os riscos à saúde dos consumidores. O responsável pelo local, de 34 anos, foi preso em flagrante e responderá por crimes de falsificação, adulteração de bebidas alcoólicas, fraude no comércio e infrações contra a saúde pública.
A ação evidencia uma prática silenciosa, mas recorrente, que se infiltra no comércio informal e formal, transformando produtos de consumo comum em potenciais ameaças à vida — um alerta que vai além do imóvel fechado e alcança bares, mercados e consumidores de toda a Baixada Santista.


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