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Barrados na porta do presídio: Polícia Penal apreende droga, dinheiro e bilhetes na Baixada Santista

Oito ocorrências em São Vicente e Mongaguá expõem a rotina pesada dos policiais penais, que seguram na linha de frente aquilo que a sociedade prefere manter atrás dos muros

Policiais penais barraram oito tentativas de entrada irregular em presídios de São Vicente e Mongaguá durante o fim de semana; drogas, dinheiro, metal e anotações foram interceptados antes de cruzarem os muros do sistema prisional
Policiais penais barraram oito tentativas de entrada irregular em presídios de São Vicente e Mongaguá durante o fim de semana; drogas, dinheiro, metal e anotações foram interceptados antes de cruzarem os muros do sistema prisional. Foto: Divulgação/Polícia Penal.

A entrada dos presídios da Baixada Santista virou ponto de tensão no fim de semana. Em apenas dois dias, unidades de São Vicente e Mongaguá registraram oito ocorrências envolvendo visitantes de presos durante os procedimentos de segurança. O que parecia visita acabou parado no escâner, no detector de metais ou na checagem documental feita pela Polícia Penal.

No CDP “Luis Cesar Lacerda”, em São Vicente, duas mulheres foram barradas no sábado. Uma delas, de 56 anos, mãe de um custodiado, tentou entrar com um par de brincos, objeto metálico proibido no ambiente carcerário. Outra visitante, de 23 anos, que iria ver o companheiro preso, foi impedida depois que os equipamentos apontaram a presença de uma moeda na altura da cintura. Dinheiro também não entra.

No domingo, o mesmo CDP registrou mais duas situações. Uma mulher de 59 anos, mãe de um preso, carregava uma anotação com número de telefone dentro do RG. A avó de outro detento, de 71 anos, também teve a entrada negada pelo mesmo motivo: número de celular escondido no documento.

Na Penitenciária 1 de São Vicente, uma mulher de 33 anos se recusou a passar pelos procedimentos de segurança e foi impedida de entrar. Outra, de 51 anos, teve irregularidades apontadas pelo escâner corporal, mas recusou o encaminhamento para exames complementares. Também ficou do lado de fora.

O caso mais grave em São Vicente ocorreu na Penitenciária 2. Uma visitante de 24 anos admitiu que levava droga e retirou voluntariamente do forro da calcinha uma cápsula com seis gramas de maconha. Foi conduzida à delegacia para registro da ocorrência.

Em Mongaguá, no CPP “Dr. Rubens Aleixo Sendin”, a apreensão foi ainda maior. Uma mulher de 46 anos, que tentava visitar o companheiro preso, foi flagrada pelo escâner e confessou que escondia droga no corpo. Ela retirou da região íntima um embrulho com 114 gramas de cocaína e entregou o material às policiais penais.

Por trás de cada barreira, detector e imagem analisada, está uma categoria que trabalha no miolo mais duro da segurança pública. A Polícia Penal segura portão, cela, visita, risco e pressão diária. Ainda assim, segue muitas vezes sem o reconhecimento proporcional ao peso da missão: cuidar, de frente, de tudo aquilo que a sociedade isola.


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