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Manobra na contramão e falta de CNH terminam em tragédia na Via Expressa Sul

Colisão frontal na principal via de Praia Grande expõe o perigo da falta de habilitação e da imprudência ao volante

Destroços da motocicleta permanecem junto ao guardrail após a colisão frontal causada por veículo que trafegava na contramão da Via Expressa Sul. Foto: Divulgação/CCI/Artesp.

A escuridão da Via Expressa Sul, em Praia Grande, foi interrompida pelo som violento do metal retorcido nas primeiras horas desta terça-feira (16). No quilômetro 1 da rodovia, sentido Peruíbe, o que deveria ser um trajeto de rotina para um jovem motociclista de 27 anos transformou-se em uma luta pela sobrevivência. O cenário encontrado pelas autoridades era de destruição: uma vida interrompida pela trajetória errática de quem não deveria estar no comando de um volante.

Os fatos narrados pela Polícia Civil descrevem uma manobra injustificável. Um automóvel invadiu a contramão da via, uma das mais movimentadas da região, atingindo frontalmente o condutor da motocicleta. O impacto foi seco e devastador. Enquanto o veículo parava metros adiante com a lataria amassada, o motociclista era lançado contra o asfalto, sofrendo fraturas expostas no braço e na perna.

A gravidade do episódio ganha contornos ainda mais severos ao se observar o perfil de quem causou o acidente. A condutora do carro não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH), operando uma máquina de toneladas sem a devida permissão legal ou capacidade técnica comprovada. No local, o clima de tensão se intensificou quando a mulher se recusou a realizar o teste do bafômetro, um direito constitucional que, na prática das ruas, muitas vezes serve como escudo momentâneo.

O atendimento de emergência exigiu uma operação logística complexa. Segundo a Artesp, o fluxo de veículos precisou ser desviado para a via marginal, isolando o trecho para que os paramédicos pudessem estabilizar a vítima. O jovem foi levado às pressas em estado grave para o Hospital Irmã Dulce, onde permanece sob cuidados médicos intensivos, carregando as marcas físicas de uma imprudência alheia.

Na delegacia, a condutora foi submetida a um exame clínico para verificar sinais de embriaguez. Embora o laudo médico tenha apontado resultado negativo para o consumo de álcool, a ausência de habilitação e a entrada na contramão permanecem como pilares da investigação.

O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor. O asfalto da Expressa Sul, limpo horas depois, não apaga a negligência que quase custou uma vida.


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