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Máscara cai no portão da escola: Merendeira é presa por tráfico em São Paulo

Investigação de 40 dias revela rotina criminosa da funcionária pública que utilizava o ambiente escolar como escudo para o tráfico de entorpecentes

Material ilícito apreendido inclui tijolos de crack e porções de cocaína que eram distribuídos pela funcionária. Foto: Divulgação/Polícia Civil.

A rotina de uma escola municipal em São José do Rio Preto, que deveria ser pautada pela segurança e pelo desenvolvimento infantil, escondia um contraste sombrio entre os caldeirões da cozinha e o crime organizado. Nesta segunda-feira (15), a máscara de uma servidora pública caiu diante do portão da instituição. Uma cozinheira, cuja função primordial era garantir o sustento das crianças, foi detida pela Polícia Civil sob a acusação de transformar a vizinhança escolar em um balcão de negócios para o tráfico de drogas.

A prisão não foi fruto do acaso, mas o desfecho de um monitoramento cirúrgico realizado pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise). Durante 40 dias, os agentes acompanharam os passos da mulher, mapeando uma dinâmica que misturava o serviço público com a venda de substâncias ilícitas. O flagrante ocorreu no momento exato em que ela deixava o posto de trabalho. Dentro de uma sacola de papel, onde se esperaria encontrar itens cotidianos, os policiais localizaram um tijolo de crack e uma porção de cocaína.

A gravidade do caso se estendeu para além dos muros da escola. Após a abordagem inicial, a equipe da Deic/Deinter-5 seguiu para a residência da acusada. No local, a estrutura do crime se revelou completa: quantidades expressivas de maconha, crack e mais cocaína foram confiscadas, junto a balanças de precisão e materiais para embalo. A investigação aponta que a casa funcionava como o centro de processamento do material que, posteriormente, ganhava as ruas — e as proximidades dos alunos.

O episódio lança uma luz ácida sobre a vulnerabilidade das instituições e a ousadia de quem utiliza a confiança do Estado para cometer crimes hediondos. Enquanto a mulher permanece à disposição da Justiça, a polícia agora trabalha para identificar a rede de contatos que sustentava essa operação.

O silêncio que paira no portão da escola após a prisão é o reflexo de uma sociedade que se vê traída por quem, por dever de ofício, deveria zelar pelo bem-estar da comunidade.


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