Prefeitura mais que dobra gratificação para ampliar presença policial em cidade que deve lotar na alta temporada
![]() |
| Viatura da Polícia Militar enfrenta área de difícil acesso em Mongaguá durante ações de reforço na segurança do município. Foto: Divulgação/Prefeitura de Mongaguá. |
A Prefeitura de Mongaguá reajustou o pró-labore pago à Polícia Militar de 120 reais para 297,18 reais, mais que dobrando a gratificação oferecida aos policiais da 1ª Companhia da PM que atuam na segurança e no trânsito do município. O valor já está em vigor e passa a funcionar como um estímulo extra em um período em que a cidade, de pouco mais de 50 mil habitantes, costuma multiplicar sua população com turistas e veranistas.
Segundo a Administração Municipal, o novo valor foi calculado com base no IPCA acumulado entre agosto de 2009, ano em que foi firmado o convênio com o Governo do Estado, e dezembro de 2025. A correção, portanto, tenta recuperar em um único movimento anos de defasagem inflacionária de uma gratificação que se mantinha congelada havia mais de uma década. O pró-labore é pago por profissional, independentemente da graduação ou patente, aproximando a política de incentivo da realidade de quem está diariamente na rua, nas viaturas e nas áreas de difícil acesso.
A justificativa oficial é clara: valorizar o serviço operacional justamente no momento em que a demanda por policiamento explode. Com o aumento expressivo de moradores temporários e visitantes, cresce também a pressão sobre a segurança pública, o trânsito e a capacidade de resposta do poder público a ocorrências de todos os tipos, desde pequenos furtos até situações mais graves. O pró-labore surge, assim, como moeda de reconhecimento e ferramenta de gestão, na tentativa de reforçar a presença policial onde o risco aumenta.
Nem todo policial, porém, terá direito automático à gratificação. O decreto estabelece uma série de condições: o agente não pode estar afastado por licença, atestado ou férias, não pode faltar de forma injustificada, não pode responder a procedimento administrativo que o impeça de atuar, nem permanecer em curso por mais de 30 dias. Também não recebe quem estiver cedido a outra organização da Polícia Militar fora de Mongaguá. Na prática, o benefício se concentra em quem está efetivamente na linha de frente, circulando entre bairros, morros, faixas de areia e vias de difícil acesso.
Para a Secretaria Municipal de Segurança, a medida vai além do aspecto financeiro. O titular da pasta, Argeo Arias, afirma que o reajuste funciona como motivação direta para que os policiais se somem às abordagens táticas feitas no dia a dia e reforcem a eficiência das operações integradas no município. A mensagem é de alinhamento: quanto mais o efetivo se engaja nas ações locais, maior tende a ser a sensação de presença e de resposta rápida à população.


0 Comentários