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Spoofing: O golpe invisível que faz o cliente cair mesmo quando atende ao número oficial do banco

Quadrilhas usam tecnologia para simular centrais legítimas e arrancar dados sensíveis, deixando o consumidor sem defesa e sempre com o prejuízo

Figura sombria ilustra a ameaça: indivíduo encoberto exibe celular com aplicativo bancário aberto, simbolizando o risco invisível das fraudes digitais. Foto: Reprodução.

O alerta recente do Itaú acendeu uma luz vermelha no setor financeiro e entre os clientes da Baixada Santista. Golpistas passaram a utilizar números oficiais do banco para aplicar fraudes sofisticadas, numa prática conhecida como spoofing. O golpe não se limita a uma instituição: trata-se de um risco sistêmico que pode atingir qualquer banco ou empresa que dependa da confiança de seus canais de atendimento.

Segundo comunicado do Itaú, os telefones (11) 3004-7717 e (11) 4004-4828 foram usados para simular falsas centrais de atendimento. As quadrilhas recorrem a gravações que imitam a voz de atendentes ou até mesmo de supostos gerentes, induzindo clientes a fornecer dados sensíveis ou realizar transferências. O tom alarmista das ligações e mensagens SMS é calculado para desestabilizar, especialmente os mais idosos, que muitas vezes não conseguem distinguir o verdadeiro do falso.

A fragilidade exposta é clara: o cidadão, já pressionado pela complexidade digital, acaba carregando sozinho o peso da desconfiança. O setor financeiro afirma atuar em três frentes para conter a prática — reforço técnico da cibersegurança, comunicação preventiva e educação contínua dos clientes. Mas, na prática, o consumidor continua sendo o elo mais vulnerável.

As recomendações são repetidas: nunca compartilhar senhas, códigos de autenticação ou autorizações de transações por telefone, mensagens ou e-mails não solicitados. Instituições legítimas não pedem esse tipo de informação. Ainda assim, a realidade mostra que o golpe se sustenta justamente na aparência de legitimidade. E quando a fraude se confunde com o oficial, quem paga a conta é sempre o cliente.


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