Câmera registrou ação em unidade do Itararé; funcionária estava nos fundos, e a SSP informou não ter localizado boletim de ocorrência do caso
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| Câmera de segurança registra o momento em que o suspeito se aproxima do caixa e pega o celular deixado sobre o balcão da sorveteria, no Itararé, em São Vicente. Foto: Reprodução/Redes Socias. |
A rotina de uma sorveteria no bairro Itararé, em São Vicente, foi interrompida por um furto tão rápido quanto revelador: o tipo de crime que se sustenta na distração alheia e na certeza de que, em segundos, ninguém reagirá. Um homem foi flagrado por câmera de segurança entrando no estabelecimento e levando o celular de uma funcionária que, naquele momento, estava nos fundos da loja.
O caso ocorreu na quarta-feira (21) e foi gravado pelo sistema interno. As imagens mostram a funcionária carregando caixas para a parte de trás do comércio. Em seguida, o homem entra, caminha diretamente até a área do caixa e se aproxima do balcão como quem conhece o cenário — não há hesitação, não há pressa, não há discussão. Ele apenas pega o aparelho que estava exposto sobre a superfície e, na sequência, deixa o local com tranquilidade, quase como se estivesse cumprindo uma tarefa rotineira.
O que chama atenção é a aparente ausência de qualquer confronto ou alerta imediato. Não é possível identificar, pelas imagens, se a funcionária percebeu a entrada do suspeito ou sequer a falta do celular no momento exato. O registro reforça a forma como pequenos descuidos, somados à audácia de quem aposta na impunidade, transformam estabelecimentos comerciais em alvos fáceis — e trabalhadores em vítimas de um prejuízo que não se limita ao valor do aparelho.
Procurada, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que não localizou o registro da ocorrência. Na prática, isso significa que, sem boletim, o caso tende a ficar restrito ao vídeo e ao relato informal, o que dificulta rastreamento, investigação e eventuais tentativas de recuperar o celular. Em tempos em que um telefone concentra documentos, senhas, dados bancários e a vida inteira de uma pessoa, a facilidade do furto revela um problema maior: o crime que acontece “de fininho” pode causar estragos barulhentos depois.


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