Medicamentos e eletrônicos sem procedência foram apreendidos durante ação da Polícia Militar próxima à Fernão Dias; carga avaliada em mais de R$ 2 Mi
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| Medicamentos e eletrônicos apreendidos pela Polícia Militar durante abordagem em Guarulhos. Foto: Reprodução/Redes Sociais. |
Uma operação da Polícia Militar resultou na prisão de quatro homens e na apreensão de uma grande carga de medicamentos e eletrônicos contrabandeados, na madrugada deste sábado (24), em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo. Entre os itens recolhidos estavam mais de 2 mil ampolas de tirzepatida, substância utilizada em canetas emagrecedoras, trazidas irregularmente do Paraguai.
A ação ocorreu nas proximidades da Rodovia Fernão Dias, quando policiais que atendiam outra ocorrência perceberam uma movimentação suspeita. Os agentes flagraram os envolvidos transferindo mercadorias de veículos de passeio para um caminhão estacionado em local ermo, o que motivou a abordagem.
Durante a fiscalização, os suspeitos não apresentaram notas fiscais nem qualquer documentação que comprovasse a origem da carga. O material estava oculto sob lonas volumosas, estratégia utilizada para dificultar a identificação do conteúdo transportado. Além das ampolas de tirzepatida, os policiais encontraram mais de 400 aparelhos celulares e tablets, bem como cerca de 300 frascos de perfumes.
Segundo a Polícia Militar, o valor total da carga ultrapassa R$ 2 milhões. Todo o material foi apreendido e encaminhado para perícia, enquanto os quatro detidos foram levados ao 1º Distrito Policial de Guarulhos, onde o caso foi registrado. As identidades dos envolvidos não foram divulgadas, e eles permanecem à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia.
A apreensão ocorre poucos dias após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinar a proibição e recolhimento de produtos à base de tirzepatida de determinadas marcas, além da vedação ao retatrutida de todos os fabricantes e lotes. Em nota oficial, a agência alertou que se trata de substâncias de origem desconhecida, sem garantia de composição ou qualidade, o que representa risco direto à saúde dos consumidores.
Casos como este reforçam a preocupação das autoridades com o avanço do comércio ilegal de medicamentos, especialmente aqueles associados à perda de peso, cuja procura tem aumentado significativamente. A circulação desses produtos fora dos canais regulados amplia os riscos sanitários e dificulta o controle sobre substâncias que exigem rigor técnico e acompanhamento médico.
A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que apura a origem da carga, o destino dos produtos e a possível atuação de outros envolvidos no esquema de contrabando.


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