Proprietário de empresa terceirizada falece durante intervenção na Arena Santos; Prefeitura aguarda laudos periciais e cobra explicações de construtora
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| No detalhe à direita, a fachada da Arena Santos na Vila Mathias; à esquerda, a área isolada pelas autoridades para o trabalho da perícia técnica após o acidente fatal. Foto: Reprodução. |
A reforma da Arena Santos, um dos principais equipamentos esportivos da Baixada Santista, foi palco de um episódio fatal na última sexta-feira. Um homem de 38 anos, identificado como proprietário de uma empresa prestadora de serviços especializada em estruturas e calhas, perdeu a vida enquanto trabalhava nas dependências do complexo localizado na Vila Mathias. O óbito foi confirmado ainda no local por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
O incidente ocorre em um contexto sensível, uma vez que a obra em questão encontrava-se paralisada. A administração municipal, embora tenha mobilizado seu corpo técnico imediatamente após a ocorrência, mantém cautela sobre a dinâmica do acidente. Até o momento, não houve confirmação oficial se a causa da morte foi uma queda do telhado, o que coloca a perícia da Polícia Técnico-Científica e o boletim de ocorrência da Polícia Civil como peças fundamentais para elucidar a tragédia.
A gravidade do fato gerou desdobramentos administrativos imediatos. A Prefeitura de Santos notificou a Amefac Construções, empresa vencedora da licitação e responsável pela obra, exigindo documentação detalhada e esclarecimentos sobre o cumprimento das normas de segurança do trabalho. O foco da investigação interna é apurar se houve negligência em relação às obrigações contratuais e ao uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), itens que, segundo o poder público, são alvo de fiscalização constante.
O silêncio que agora paira sobre o canteiro de obras da Arena Santos reflete mais do que uma interrupção técnica; evidencia a vulnerabilidade em projetos de infraestrutura urbana. Enquanto os laudos não são concluídos, a morte deste trabalhador permanece como um alerta rigoroso sobre a responsabilidade compartilhada entre o poder público e as empresas contratadas na preservação da vida dentro do ambiente laboral.


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