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Navio cargueiro arrasta balsa no Porto de Santos e segunda embarcação colide após tripulantes saltarem ao mar

Incidente ocorreu durante manobra noturna no canal de navegação; quatro marítimos foram resgatados sem ferimentos

Momento do acidente no canal do Porto de Santos, quando o navio cargueiro se aproxima das balsas e ocorre o abalroamento durante a manobra noturna
Momento do acidente no canal do Porto de Santos, quando o navio cargueiro se aproxima das balsas e ocorre o abalroamento durante a manobra noturna. Foto: Reprodução.

Um navio cargueiro se envolveu em um acidente com duas balsas na noite desta segunda-feira (16), no canal do Porto de Santos. Durante uma manobra, uma das embarcações foi arrastada e, em seguida, a segunda balsa atingiu o casco do navio depois de ficar desgovernada. O caso é relevante por ter ocorrido em um trecho de intensa circulação, com operação simultânea de grandes navios e embarcações de travessia, exigindo coordenação rigorosa para evitar riscos à navegação e às equipes embarcadas.

De acordo com informações da Praticagem, o navio Seaspan Empire tinha como destino o terminal da Embraport, mas, diante da indisponibilidade de berço, realizou manobra de retorno em direção à barra. O incidente foi registrado por volta das 22h, quando a embarcação navegava nas proximidades do Armador 35.

Ainda segundo a Praticagem, houve comunicação por rádio com as balsas que operam a travessia Santos–Guarujá. Apesar disso, as embarcações envolvidas — incluindo uma balsa que estava em manutenção e era rebocada — teriam cruzado inadvertidamente à frente do cargueiro durante a aproximação. No momento em que a distância diminuiu, quatro tripulantes das balsas (um comandante e três marinheiros) se lançaram ao mar como medida de segurança. Eles nadaram e foram resgatados por lanchas da Praticagem, sem registro de ferimentos.

As balsas envolvidas foram identificadas como FB-14 e FB-15. Conforme o relato, ambas estavam vazias, sem veículos a bordo. Após o abalroamento, o navio deixou o canal e permaneceu na área externa, aguardando nova janela para atracação. Até o momento, não há indicação de danos estruturais relevantes nas embarcações, informação que costuma depender de vistorias técnicas e registros oficiais de ocorrência.

O episódio mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e da Marinha, acionadas para atendimento e verificação das condições de segurança. Apesar do acidente, a travessia entre Santos e Guarujá seguiu operando com tempo médio de espera de cerca de 15 minutos em ambos os sentidos, com quatro embarcações em funcionamento, segundo a atualização divulgada após a ocorrência.


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