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Parlamentar de Praia Grande investigado por exploração sexual é autor de lei contra violência a menores

Diego Gomes Vieira (PRD) propôs a "Lei Felca" no município, que visa justamente o enfrentamento à exploração e ao abuso sexual de crianças e adolescentes

O vereador Diego Gomes Vieira (PRD), de 31 anos, autor da lei de proteção a menores em Praia Grande, agora figura como principal investigado em inquérito que apura exploração sexual de adolescentes na Baixada Santista
O vereador Diego Gomes Vieira (PRD), de 31 anos, autor da lei de proteção a menores em Praia Grande, agora figura como principal investigado em inquérito que apura exploração sexual de adolescentes na Baixada Santista. Foto: Reprodução.

A Polícia Civil de São Paulo aprofunda as investigações sobre uma grave contradição que abala a confiança pública na Câmara Municipal de Praia Grande. O vereador Diego Gomes Vieira (PRD), de 31 anos, é suspeito de oferecer dinheiro e presentes a dois adolescentes, de 15 e 16 anos, em troca de atos sexuais. O caso, registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) sob a tipificação de exploração sexual por meio de redes sociais, ganha contornos de ironia trágica: o parlamentar é autor da Lei Municipal "Felca", que institui diretrizes para o combate e prevenção à violência sexual contra menores de idade.

Os fatos vieram à tona após familiares das vítimas formalizarem a denúncia na última segunda-feira (14). Segundo os relatos contidos no boletim de ocorrência, o vereador utilizava ferramentas de mensagens temporárias no Instagram para assediar os jovens. A estratégia de usar mensagens que se apagam automaticamente após a leitura é, segundo especialistas em crimes cibernéticos, uma tentativa comum de ocultar rastros de condutas ilícitas. No entanto, o aparelho de uma das vítimas foi apreendido e passa por perícia técnica para a recuperação dos dados.

Registro de conversa obtido pela investigação policial revela o momento em que o parlamentar oferece compensação financeira em troca de atos libidinosos; o material foi anexado ao boletim de ocorrência e encaminhado para perícia técnica
Registro de conversa obtido pela investigação policial revela o momento em que o parlamentar oferece compensação financeira em troca de atos libidinosos; o material foi anexado ao boletim de ocorrência e encaminhado para perícia técnica. Foto: Reprodução.

A Polícia Civil de São Paulo aprofunda as investigações sobre uma grave contradição que abala a confiança pública na Câmara Municipal de Praia Grande. O vereador Diego Gomes Vieira (PRD), de 31 anos, é suspeito de oferecer dinheiro e presentes a dois adolescentes, de 15 e 16 anos, em troca de atos sexuais. O caso, registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) sob a tipificação de exploração sexual por meio de redes sociais, ganha contornos de ironia trágica: o parlamentar é autor da Lei Municipal Felca, que institui diretrizes para o combate e prevenção à violência sexual contra menores de idade.

Os fatos vieram à tona após familiares das vítimas formalizarem a denúncia na última segunda-feira (09). Segundo os relatos contidos no boletim de ocorrência, o vereador utilizava ferramentas de mensagens temporárias no Instagram para assediar os jovens. A estratégia de usar mensagens que se apagam automaticamente após a leitura é, segundo especialistas em crimes cibernéticos, uma tentativa comum de ocultar rastros de condutas ilícitas. No entanto, o aparelho de uma das vítimas foi apreendido e passa por perícia técnica para a recuperação dos dados.

A "Lei Felca" e o desvio de conduta

A legislação proposta por Vieira e aprovada pelo Legislativo praiagrandense, busca promover ações de conscientização e enfrentamento ao abuso infantil. O fato de o principal proponente de uma política pública de proteção ser agora o alvo de investigações por violar os mesmos princípios que legislou gera uma crise ética sem precedentes na região. A advogada Mayra Solani, que assiste as famílias, revelou que as abordagens incluíam o envio de fotos do pênis do investigado e o pedido para que os menores retribuíssem com imagens semelhantes e favores sexuais.

A atuação do Ministério Público será decisiva para avaliar se houve, além do crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o uso do prestígio político para facilitar o acesso às vítimas. A defesa do parlamentar nega veementemente as acusações, sustentando a inocência de Diego Vieira, mas o impacto na imagem da Casa de Leis já é visível, com cobranças crescentes por uma resposta institucional rigorosa através do Conselho de Ética.

Consequências e responsabilidade política

Em regimes democráticos, o exercício de um mandato eletivo exige uma conduta ilibada, especialmente quando o representante é eleito para zelar pelos interesses e pela segurança da comunidade. A confirmação de que um legislador utilizou seu alcance digital para, supostamente, corromper a juventude local representa uma ruptura drástica do contrato social com seus eleitores.

O histórico do caso aponta que o segundo adolescente, de 15 anos, identificou o padrão de abordagem após o relato do amigo, o que sugere uma conduta reiterada. A investigação agora busca identificar se outras vítimas foram alvo do parlamentar sob o mesmo pretexto de influência ou ajuda financeira.

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Este Blog atua na defesa dos direitos dos cidadãos da Baixada Santista. Se você tem informações, mensagens ou foi abordado de forma suspeita por agentes públicos, utilize nosso canal de denúncias. Recebemos relatos com total sigilo e garantia de anonimato, encaminhando todo o material, após análise minuciosa, diretamente ao Ministério Público. Não permita que a impunidade prospere: sua voz protege nossas crianças. Denuncie: alcaprenews@gmail.com.


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