Investigação aponta arsenal com fuzis, veículos blindados, explosivos e drones; Justiça autorizou 20 buscas em seis cidades
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| Viaturas e equipes especializadas participaram do cumprimento de mandados da Operação Volante nesta terça-feira (10). Foto: Divulgação/Agencia SP. |
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta terça-feira (10) a Operação Volante contra uma organização criminosa armada suspeita de preparar um ataque a instituição financeira no estado. A apuração, conduzida pela Delegacia de Polícia de Cravinhos (região de Ribeirão Preto), identificou planejamento para uma ação com armamento pesado e recursos táticos típicos do chamado “novo cangaço” — modalidade marcada por violência, uso de explosivos e intimidação de áreas urbanas.
De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades, a Justiça expediu 20 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão. As ordens foram cumpridas em São Paulo, Embu das Artes, Taboão da Serra, Jacareí, Ribeirão Preto e Cravinhos, com participação de diferentes unidades especializadas e apoio do Gaeco, do Ministério Público.
As investigações apontaram que o grupo se preparava para agir “em breve”, o que levou as forças de segurança a adotarem uma atuação preventiva. Segundo a Polícia Civil, a quadrilha contava com fuzis de alto poder destrutivo — com menção inclusive a calibre .50 — além de veículos blindados, artefatos explosivos, drones e outros equipamentos usados para ampliar o poder de fogo, monitorar deslocamentos e dificultar a resposta policial.
A operação mobilizou equipes do Deic, GOE e Dope, além de apoio operacional da Polícia Militar por meio de efetivos especializados. Na prática, a estrutura reunida para o cumprimento dos mandados evidencia o grau de risco atribuído ao caso: quando uma investigação aponta explosivos e fuzis em um plano de ataque a banco, o potencial de dano extrapola o patrimônio e passa a atingir diretamente a rotina de bairros inteiros — com impacto imediato em moradores, comércio, mobilidade e serviços públicos, especialmente em cidades que não têm infraestrutura para suportar um cerco criminoso prolongado.
Até a última atualização oficial, as autoridades não haviam detalhado o balanço completo de apreensões nem divulgado a identificação dos presos. O caso segue sob investigação para mapear a cadeia de apoio logístico, origem do armamento e eventuais ramificações regionais.
Se você tem informações sobre atuação de quadrilhas especializadas em ataques a bancos na região, encaminhe denúncia anônima à Polícia Civil pelo Disque-Denúncia 181 (anonimato garantido).


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