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Prefeito de Praia Grande e ex-prefeita tornam pública disputa política com acusações sobre contas e contratos

Troca de críticas entre Alberto Mourão e Raquel Chini expôs divergências sobre orçamento, serviços essenciais e gestão financeira do município

Câmara Municipal de Praia Grande durante sessão legislativa que marcou a troca pública de críticas entre atual e ex-gestores
O atual prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão, e a ex-prefeita Raquel Chini, após a ruptura política que trouxe a público divergências sobre orçamento, contratos e a condução da administração municipal. Foto: Reprodução/Montagem: AlCaPreNews.

A relação política entre o atual prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (MDB), e sua antecessora, Raquel Chini (PSD), deixou de ser restrita aos bastidores e passou a ocupar o centro do debate público no município. O embate ganhou visibilidade após o discurso do chefe do Executivo na primeira sessão legislativa do ano, realizada na terça-feira (4), quando ele apresentou um balanço do primeiro ano de seu sexto mandato e atribuiu dificuldades administrativas ao orçamento herdado da gestão anterior.

Durante a fala na Câmara Municipal, Mourão afirmou que encontrou um cenário financeiro considerado adverso, com despesas superiores às receitas previstas. Segundo o prefeito, o orçamento elaborado no fim da gestão passada indicava R$ 2,416 bilhões em despesas frente a R$ 2,31 bilhões em receitas, o que teria exigido cortes aproximados de 8% ao longo de 2025. Entre os exemplos citados, ele mencionou a insuficiência de recursos para a compra de material escolar e a limitação orçamentária de contratos essenciais, como os de limpeza urbana, previstos apenas até junho, e o custeio do Hospital Irmã Dulce, garantido até agosto.

Um dos pontos mais sensíveis do discurso foi a crítica à ausência de previsão orçamentária integral para contratos de caráter continuado, com destaque para a coleta de lixo. Mourão declarou que não encontrou, no planejamento financeiro deixado pela antecessora, a cobertura necessária para esse tipo de serviço, classificando a situação como incomum na administração pública municipal.

A resposta de Raquel Chini veio poucas horas depois, em vídeo divulgado nas redes sociais. A ex-prefeita contestou as afirmações do sucessor e afirmou que ele tinha pleno conhecimento da situação financeira do município, uma vez que manteve no cargo o secretário de Finanças de sua gestão, Cristiano de Mola. Na gravação, Chini também levantou questionamentos sobre atos administrativos posteriores à sua saída, citando o contrato de coleta de lixo firmado já na nova gestão. Segundo ela, o acordo prevê reajustes de 14%, em vez de correção baseada no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o que, em sua avaliação, merece esclarecimentos.

Além das críticas contratuais, a ex-prefeita relembrou episódios anteriores da trajetória política de Mourão, mencionando anúncios de destinação de recursos federais quando ele exercia mandato parlamentar que, segundo ela, não teriam se concretizado. As declarações ampliaram o alcance do conflito, transformando divergências administrativas em acusações diretas sobre práticas de gestão.

O rompimento político entre os dois, embora agora explícito, vinha se desenhando desde o início de 2025. Nos primeiros meses de governo, Mourão fez referências recorrentes às dificuldades encontradas, sem citar nominalmente a antecessora. Chini, por sua vez, respondia de forma indireta, direcionando críticas a secretários e vereadores da base governista. O distanciamento ficou evidente em junho, durante evento em Santos, quando ambos trocaram apenas um cumprimento protocolar.


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