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Troca de acusações entre prefeitos expõe disputa pública sobre regulação de leitos na Baixada Santista

Declarações em vídeo e dados sobre repasses estaduais e regulação regional reacendem debate sobre cooperação intermunicipal na saúde

Prefeitos de São Vicente e Praia Grande trocam declarações públicas sobre transferência de paciente e regulação de leitos
Prefeitos de São Vicente e Praia Grande trocam declarações públicas sobre transferência de paciente e regulação de leitos. Foto: Reprodução/Redes Sociais.

Uma controvérsia pública entre os prefeitos de Kayo Amado, de São Vicente, e Alberto Mourão, de Praia Grande, ganhou repercussão regional após críticas feitas pelo gestor praiagrandense à rede de saúde vicentina. O episódio, ocorrido nos últimos dias, tornou-se relevante por envolver a transferência de uma criança em estado grave e por evidenciar divergências públicas sobre responsabilidades no atendimento hospitalar regional.

Segundo declarações atribuídas a Mourão, uma criança “à beira da morte” teria sido encaminhada de São Vicente para Praia Grande, afirmação que motivou resposta direta do prefeito vicentino. Em vídeo divulgado em redes sociais, Kayo Amado refutou as críticas e apresentou dados sobre o funcionamento da regulação de leitos na região, afirmando que a transferência ocorreu por necessidade de atendimento especializado não disponível no município de origem.

De acordo com Amado, o procedimento foi realizado por meio da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (CROSS), mecanismo estadual responsável por direcionar pacientes conforme a complexidade do caso e a disponibilidade de leitos. O prefeito de São Vicente também destacou que Praia Grande recebe repasses do Governo do Estado para manter leitos regionais, citando valores anuais superiores a R$ 40 milhões destinados a essa finalidade.

No mesmo pronunciamento, Amado trouxe à tona episódios recentes de cooperação administrativa entre os municípios. Segundo ele, a Secretaria de Saúde de Praia Grande teria solicitado insumos à administração vicentina, como fios de sutura no mês anterior e bombas de infusão em novembro do ano passado. As menções reforçam a existência de intercâmbio técnico e logístico entre as cidades, prática comum em sistemas regionais de saúde.

As declarações, registradas em tom contundente, ampliaram o alcance do debate para além da esfera técnica, levando a discussão para o ambiente digital. O caso ocorre em um contexto de pressão constante sobre o sistema público de saúde da Baixada Santista, onde a gestão compartilhada de recursos e leitos é considerada estratégica para atender demandas de alta complexidade.

Embora o embate tenha se dado por meio de vídeos e falas diretas, os dados apresentados apontam para um arranjo institucional já existente, no qual municípios com maior capacidade instalada recebem pacientes regulados pelo Estado. O episódio evidencia como divergências públicas entre gestores podem deslocar o foco de mecanismos técnicos de cooperação para disputas de narrativa em redes sociais.

A situação segue repercutindo entre autoridades e moradores da região, enquanto o funcionamento da regulação estadual e a cooperação intermunicipal permanecem no centro do debate. Acompanhe a cobertura completa e atualizações sobre o tema no portal.


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