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Vídeo registra agressão de GCM contra paciente na UPA de Vicente de Carvalho, em Guarujá

Prefeitura diz que agentes foram acionados para conter homem "alterado", mas imagens expõem método de contenção sob apuração da Corregedoria

Agentes da GCM aparecem no vídeo desferindo golpes durante a contenção de um paciente na área externa da UPA de Vicente de Carvalho, em Guarujá
Agentes da GCM aparecem no vídeo desferindo golpes durante a contenção de um paciente na área externa da UPA de Vicente de Carvalho, em Guarujá. Foto: Reprodução/Redes Sociais.

Um vídeo que circula nas redes sociais — e ao qual a reportagem teve acesso — mostra um homem sendo contido com força por agentes da Guarda Civil Municipal de Guarujá na UPA de Vicente de Carvalho, distrito de Guarujá, na sexta-feira (6). O caso é relevante porque ocorre dentro do ambiente de atendimento de urgência, em área de circulação de pacientes e funcionários, e recoloca em pauta o limite entre contenção e agressão quando a intervenção é feita sob estresse e diante do público.

Segundo a Prefeitura de Guarujá, o reforço da corporação foi solicitado pela direção da unidade para conter um paciente que estaria alterado, com xingamentos e ameaças a funcionários. Em nota, a administração afirma que, ao chegarem, os guardas teriam sido afrontados e ameaçados de morte, razão pela qual teriam usado “força moderada” para conter o homem.

As imagens, porém, mostram uma dinâmica que vai além do que se espera de uma contenção técnica: o homem aparece encurralado contra a vegetação lateral, cercado por ao menos dois agentes, enquanto testemunhas se aproximam e tentam intervir. Em trechos do vídeo, ele surge com as mãos na cabeça, numa postura que sugere rendição ou tentativa de evitar novos golpes, ao passo que um dos guardas avança com o braço erguido e movimentos de ataque, em meio a empurrões e gritos. A cena se desenrola a poucos metros da entrada, com pessoas transitando e observando, o que amplia o impacto do episódio em um local destinado a assistência e acolhimento.

A Prefeitura informou que o paciente aguardava um exame de raio-x; após o atendimento, foi encaminhado ao Hospital Santo-Amaro. Disse ainda que a Corregedoria foi acionada e instaurou procedimento de apuração, com oitiva das partes envolvidas e análise das imagens, e reiterou que os agentes passam por treinamentos contínuos.

O caso ocorre poucas semanas após outra ocorrência envolvendo a GCM na cidade, quando um professor de surfe denunciou abordagem agressiva durante apreensão de bicicleta na Praia das Pitangueiras, na região do Morro do Maluf — episódio que também motivou abertura de sindicância interna, conforme reportagens e o próprio telejornal regional.

Em comum, os dois episódios produzem um efeito colateral imediato: quando o uso da força vira protagonista, o patrulhamento comunitário perde o sentido e a corporação inteira paga a conta reputacional, inclusive os profissionais que atuam corretamente. Por isso, a apuração não é detalhe burocrático: é o mecanismo mínimo para separar atuação legítima de condutas incompatíveis com a função pública, sobretudo dentro de uma unidade de saúde.

Se você presenciou a ocorrência, tem outros vídeos ou informações que ajudem a esclarecer a dinâmica do caso, envie relato e registro para a nossa redação: alcaprenews@gmail.com.


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