Com apenas o sobrenome de peso e pouca estrada na bagagem, jovem Lucas Mourão tenta vaga no Legislativo paulista ao lado do veterano Cássio Navarro
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| Articulação governista une a juventude do herdeiro político e a experiência de veteranos na tentativa de dominar o Legislativo. Foto: Reprodução/Redes Sociais. |
O tabuleiro eleitoral de Praia Grande pegou fogo antes mesmo das convenções partidárias. A menos de quatro meses do pleito de outubro, a máquina política da cidade colocou as cartas na mesa com uma jogada que mistura o peso das velhas dinastias e a velha tática do apadrinhamento.
O principal movimento atende pelo nome de Lucas Mourão, jovem presidente municipal do PSD, lançado oficialmente na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo. O principal diferencial do prefeiturável? Ser neto de ninguém menos que o atual prefeito da cidade, Alberto Mourão.
A aposta escancara como o poder local se concentra entre poucas paredes na Baixada Santista. Apesar da juventude e da curta trajetória pública, onde ocupou a Secretaria de Projetos Especiais e Estratégicos, o herdeiro político tenta pular etapas e carimbar o passaporte para o parlamento estadual calcado na força do clã familiar. Nas ruas, o lançamento do rapaz divide opiniões e expõe o tamanho da influência da máquina sobre o eleitorado praiano.
Para equilibrar a chapa e trazer alguma musculatura de bastidor, o grupo governista escalou um nome tarimbado para a disputa federal. O ex-vereador e ex-deputado estadual Cássio Navarro, também do PSD, entra no páreo rumo à Câmara dos Deputados. Navarro, que já foi secretário de Governo, entra com a missão de puxar votos e dar sustentação ao plano de expansão do grupo.
A movimentação acorda a Baixada para a realidade nua e crua das urnas: a corrida pelas cadeiras começou e, na Praia Grande, o sobrenome ainda dita as regras do jogo.


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