PM é acusado de apontar arma para vendedores, fugir com celulares avaliados em quase R$ 15 mil e fazer ameaças de morte antes de ser contido por vítimas
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| Celulares avaliados em quase R$ 15 mil estavam no centro da negociação que terminou com perseguição, luta corporal e a prisão de um policial militar na Zona Norte de São Paulo. Foto: Reprodução. |
O que começou como uma negociação de venda de celulares terminou em cena de perseguição, luta corporal e prisão de um policial militar na Zona Norte de São Paulo.
Diego dos Santos Oliveira, soldado 2ª classe da Polícia Militar de São Paulo, de 42 anos, foi preso em flagrante após ser apontado como autor do roubo de dois iPhones avaliados em R$ 14.880. O caso aconteceu nas proximidades da Estação Tucuruvi do Metrô e provocou tumulto em plena via pública.
Segundo o registro da ocorrência, dois jovens haviam combinado pela internet a venda dos aparelhos. A negociação foi construída ao longo de contatos feitos com uma mulher identificada como “Fabi”, que demonstrou interesse na compra dos celulares e informou que outra pessoa faria a retirada dos produtos.
No encontro marcado, o homem que se apresentou como Diego recebeu os aparelhos e, de acordo com os relatos das vítimas, guardou os celulares em uma bolsa antes de sacar uma arma. Sob ameaça, os vendedores teriam sido obrigados a atravessar a rua enquanto ouviam que seriam mortos caso reagissem.
A fuga, porém, não terminou como o suspeito imaginava.
Ao perceberem que haviam sido roubados, os dois rapazes passaram a segui-lo. A perseguição avançou por ruas da região até que o homem subiu em uma motocicleta e tentou escapar. Pouco depois, perdeu o controle do veículo e caiu.
Foi nesse momento que começou a luta para impedir uma nova fuga. As vítimas conseguiram alcançá-lo e iniciaram a imobilização. Testemunhas que passavam pelo local também entraram na confusão. Uma pessoa retirou a arma da cintura do suspeito e a lançou em um bueiro. Uma motorista ainda utilizou o próprio carro para bloquear uma possível tentativa de escapar.
As vítimas afirmaram na delegacia que, durante toda a ocorrência, ouviram ameaças de morte e intimidações envolvendo falsas acusações de tráfico de drogas.
O policial apresentou uma versão diferente, alegando que teria sido alvo de uma tentativa de assalto e que apenas tentou fugir dos agressores. A investigação agora busca esclarecer todos os detalhes do caso.
Após a prisão, ele foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, onde permaneceu detido à disposição da Justiça.

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