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Justiça barra pedido urgente de irmã acusada no assassinato de Igor Peretto

TJ nega liminar em habeas corpus de Marcelly Peretto, apontada como participante do crime; pedido principal ainda será analisado

A Justiça de São Paulo negou o pedido liminar de habeas corpus apresentado por Marcelly Peretto. O recurso principal ainda será julgado, enquanto o processo sobre o assassinato de Igor Peretto continua em andamento
A Justiça de São Paulo negou o pedido liminar de habeas corpus apresentado por Marcelly Peretto. O recurso principal ainda será julgado, enquanto o processo sobre o assassinato de Igor Peretto continua em andamento. Foto: Reprodução.

A tentativa de obter liberdade por meio de uma decisão de urgência sofreu um novo revés. A Justiça de São Paulo negou o pedido liminar de habeas corpus apresentado pela defesa de Marcelly Marlene Delfino Peretto, acusada de participação no assassinato do próprio irmão, o empresário Igor Peretto. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (17) e mantém inalterada a situação processual da investigada enquanto o caso segue em tramitação.

A negativa não representa o julgamento definitivo do habeas corpus. O Tribunal de Justiça de São Paulo ainda analisará o mérito do pedido, quando decidirá se concede ou não o benefício solicitado pela defesa.

No despacho, o magistrado responsável informou que já encaminhou as informações requisitadas pela instância superior e determinou que o processo aguarde a decisão final dos desembargadores. A defesa de Marcelly também destacou que o indeferimento se restringe ao pedido de urgência e que o recurso continua em análise.

O caso ganhou repercussão nacional desde a morte de Igor Peretto, de 27 anos, ocorrida em 31 de agosto de 2024, dentro do apartamento da irmã, em Praia Grande. Conforme a denúncia do Ministério Público, o empresário foi atraído até o imóvel e morto a facadas por Mário Vitorino, então cunhado, em um episódio cercado por conflitos familiares e relacionamentos extraconjugais.

Marcelly responde ao processo ao lado de Mário, denunciado por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A viúva de Igor, Rafaela Costa, também chegou a ser presa e denunciada, mas posteriormente foi solta e teve a acusação desclassificada pela Justiça.

Embora a investigação da Polícia Civil tenha descartado a hipótese de premeditação e de um suposto triângulo amoroso como motivação do crime, a ação penal segue em andamento, enquanto o Judiciário decide os próximos passos de um dos casos criminais mais impactantes da história recente do litoral paulista.


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