Prefeitura removeu 322 veículos abandonados das vias; sucatas ocupavam espaço, prejudicavam o trânsito e representavam risco à saúde pública
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| Sucatas começam a desaparecer das ruas de São Vicente após força-tarefa retirar 322 veículos abandonados em apenas seis meses. Foto: Reprodução. |
Carros esquecidos, sucatas tomando vagas e veículos deteriorados espalhados pelas ruas começaram a desaparecer de São Vicente. Em apenas seis meses, a Operação Lata-Velha elevou em mais de 750% o número de remoções de automóveis abandonados na cidade, alcançando a marca de 322 veículos retirados das vias públicas no primeiro semestre de 2026.
A ofensiva teve início em janeiro e passou a reforçar o trabalho permanente de fiscalização da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob). O objetivo é retirar das ruas veículos sem condições de circulação que comprometem o trânsito, ocupam espaços públicos e acabam se transformando em problemas urbanos.
Entre os bairros com maior número de remoções estão Jóquei, Cidade Náutica e Parque São Vicente, locais onde a presença de veículos abandonados vinha chamando atenção e dificultando a circulação de motoristas e pedestres.
Além do impacto na mobilidade, esses automóveis também representam um problema de saúde pública. Com o acúmulo de água e a deterioração da estrutura, podem servir como criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e de outras doenças.
A fiscalização é realizada continuamente por equipes da Semob, que percorrem diferentes regiões da cidade em busca de veículos enquadrados como abandonados. A população também participa por meio de denúncias feitas por telefone ou WhatsApp, com o envio de fotos e vídeos que ajudam na localização das sucatas.
Pelas regras do Código de Trânsito Brasileiro, é considerado abandonado o veículo estacionado em via pública sem capacidade de locomoção e que, devido ao estado de conservação, ofereça riscos à saúde, à segurança ou ao meio ambiente.
Depois da retirada, os automóveis são levados ao Pátio Municipal. Os proprietários têm prazo de até 60 dias para regularizar a situação. Se isso não acontecer, os veículos poderão ser encaminhados para leilão.

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