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Suspeito se entrega por medo de morrer e operação contra ataque a tenente da Rota chega ao quarto preso

Homem apontado como responsável por mandar esconder a moto usada no atentado teve prisão decretada após se apresentar ao DHPP nesta sexta-feira

Investigado por ajudar a ocultar a moto usada no atentado contra um tenente da Rota se entrega à polícia alegando medo de morrer; caso já soma quatro presos e segue cercado por uma investigação de grande repercussão
Investigado por ajudar a ocultar a moto usada no atentado contra um tenente da Rota se entrega à polícia alegando medo de morrer; caso já soma quatro presos e segue cercado por uma investigação de grande repercussão. Foto: Reprodução.

O cerco montado após o atentado contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, da Rota, ganhou mais um capítulo de forte impacto. Um homem investigado por participação na ofensiva contra o policial decidiu se entregar à Polícia Civil alegando um motivo direto: medo de morrer.

Luis Altino da Silva, conhecido como Chuck, de 42 anos, compareceu à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde passou a ser alvo de um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça paulista. Segundo as investigações, ele teria articulado a retirada da motocicleta utilizada pelos atiradores logo após o crime, numa tentativa de eliminar uma das principais provas da ação.

De acordo com a apuração policial, Chuck contratou Luiz Henrique de Oliveira Nascimento para abandonar o veículo. Pelo serviço, o combinado era o pagamento de R$ 500, mas apenas R$ 100 teriam sido entregues. Luiz Henrique acabou preso no início de julho, na comunidade de Heliópolis, na zona sul da capital.

Com a nova prisão, sobe para quatro o número de suspeitos detidos por envolvimento no ataque ao oficial da Rota. Enquanto isso, a caçada desencadeada pelas forças de segurança também deixou um rastro de confrontos.

Desde o atentado, sete homens morreram durante operações policiais realizadas em diferentes regiões do estado, incluindo a capital, Guarulhos e Peruíbe, no litoral sul. Em todos os casos, os registros apontam que os suspeitos teriam reagido às abordagens ou atirado contra as equipes.

Apesar das mortes ocorridas ao longo das diligências, até o momento não há comprovação de que todos os homens mortos tivessem ligação direta com o atentado que colocou o tenente da Rota na mira dos criminosos. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e esclarecer a participação de cada suspeito no ataque.


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