Candidato usou equipamento escondido no ouvido durante prova em Itanhaém; mulher foi localizada em carro com outros dispositivos de comunicação
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| Casal foi preso em flagrante após suspeita de fraude em concurso público da GCM de Itanhaém, com uso de dispositivos eletrônicos de escuta. Foto: Reprodução/Arte: Alberto Presecatan. |
Uma prova para entrar na Guarda Civil Municipal (GCM) terminou na polícia, com equipamentos de comunicação apreendidos, suspeita de fraude e um casal preso em flagrante. O caso aconteceu na tarde de domingo (18), em Itanhaém, e levantou suspeitas de uma tentativa de obter vantagem ilegal em um concurso público.
O episódio ocorreu na Escola Municipal Bernardino de Souza Pereira, no Jardim Corumbá. Fiscais da aplicação identificaram um objeto suspeito no ouvido de um candidato e acionaram a coordenação do concurso. Na sequência, foi realizada uma verificação com detector de metais.
Segundo a Polícia Militar, vozes podiam ser ouvidas saindo do dispositivo encontrado com o homem. Ao tentar retirar o equipamento, ele machucou o ouvido esquerdo e precisou ser levado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Uma médica fez a retirada do aparelho.
Mas a ocorrência não terminou ali.
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| Equipamentos de escuta, chips e celulares foram apreendidos após suspeita de fraude em concurso da Guarda Civil Municipal, em Itanhaém. Foto: Reprodução/Redes Sociais. |
A esposa do candidato foi localizada em um carro nas proximidades do local da prova. De acordo com a PM, havia outros equipamentos no veículo, incluindo aparelhos e dispositivos de comunicação que também foram apreendidos.
A lista de materiais recolhidos inclui dois celulares iPhone, quatro chips de telefonia, quatro mini baterias, três pontos de escuta, dois dispositivos semelhantes a cartões de crédito, cabos de conexão e carregamento, além de um caderno de questões.
O material e o casal foram encaminhados ao 1º Plantão Policial de Itanhaém. Durante o deslocamento, o candidato foi algemado, segundo a PM, por risco de fuga e para garantir a segurança da equipe.
A autoridade policial arbitrou fiança de R$ 10 mil. O caso foi registrado como fraude em concurso público, com base no artigo 311-A do Código Penal. O casal contou com assistência de advogado durante a apresentação da ocorrência.
Até o momento do relato, a Prefeitura de Itanhaém e a Secretaria da Segurança Pública não haviam se manifestado, e a defesa não tinha sido localizada.
Em uma seleção pública, a disputa deveria ser decidida pelo conhecimento dos candidatos. Agora, a investigação deverá esclarecer como os equipamentos seriam utilizados e qual teria sido a participação de cada envolvido.



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