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Família de vítima de violência policial em São Vicente responde a Derrite: Calúnia ou despreparo?

 Após mensagem polêmica nas redes sociais, família de ruan araújo planeja processar secretário da segurança pública

Uma imagem que fala por si só: violência policial desnecessária e intolerável. É hora de responsabilização e mudança.

A tragédia que envolveu o funcionário público Ruan Araújo, baleado por um policial militar no Parque Bitaru, em São Vicente, no último dia 9, ganhou contornos ainda mais sombrios com a recente troca de mensagens nas redes sociais entre o secretário estadual da Segurança Pública, Guilherme Derrite, e um conhecido da família da vítima. O embate digital revelou não apenas a falta de sensibilidade por parte das autoridades, mas também levanta sérias questões sobre o respeito à presunção de inocência e à integridade das vítimas de violência policial.

O estopim para o imbróglio foi uma troca de mensagens na qual Derrite, de forma precipitada e aparentemente sem fundamentação sólida, classificou Ruan Araújo como alguém que não seria um "munícipe de bem". Este tipo de afirmação, vinda de uma figura pública e responsável pela segurança do estado, não só demonstra uma postura temerária, mas também levanta questões sobre o preparo e a responsabilidade no exercício do cargo.

Nos prints divulgados, Derrite, em um primeiro momento, tenta justificar a ação policial que feriu Ruan, alegando uma suposta investida por parte da vítima. Contudo, o conhecido da família rebate de forma contundente, ressaltando a importância de aguardar o desenrolar das investigações e evidenciando a separação entre justiça e julgamento precoce. É de se questionar: onde está a prudência e a imparcialidade que se espera de um representante da lei?

Troca de mensagens revela precipitação e falta de sensibilidade: autoridades devem agir com cautela e respeito às vítimas de violência policial.

A reação da família de Ruan não poderia ser outra senão de indignação e repúdio. A postura de Derrite foi prontamente classificada como "totalmente inaceitável", conforme afirmou um parente da vítima. Em um momento de dor e incerteza, ver o secretário da Segurança Pública emitindo juízos precipitados e desprovidos de embasamento legal apenas adiciona mais sofrimento a uma família já dilacerada pela violência.

A falta de cuidado e o descaso com a presunção de inocência são evidentes nas palavras de Derrite, que insiste em afirmar que Ruan não seria um "munícipe de bem", sem apresentar qualquer prova substancial para embasar tal alegação. É importante ressaltar que Ruan, conforme relatado por seus familiares, é um trabalhador e funcionário público, sem histórico criminal, o que torna ainda mais inadmissível a tentativa de difamação por parte das autoridades.

Diante desse contexto, a decisão da família de Ruan em mover um processo contra o secretário da Segurança Pública se mostra não apenas legítima, mas necessária. O advogado que representa a família, Rui Elizeu, deixou claro que buscarão não só reparação por danos morais, mas também exigirão uma retratação pública e uma revisão nas políticas de abordagem policial, visando evitar que casos como este se repitam no futuro.

A Secretaria Estadual da Segurança Pública, em nota oficial, tentou minimizar a gravidade das declarações de Derrite, afirmando que ele se referia ao fato de que "munícipes de bem não agridem policiais em serviço". No entanto, tal explicação não condiz com a realidade dos fatos e não justifica a conduta imprudente e precipitada do secretário.

Enquanto o caso é investigado pela Delegacia de São Vicente e pela própria PM, é fundamental que as autoridades ajam com imparcialidade e responsabilidade, respeitando os direitos fundamentais dos cidadãos e evitando julgamentos prévios que podem comprometer o devido processo legal. A sociedade, especialmente os moradores da Baixada Santista, merecem uma resposta adequada e transparente diante dessa trágica ocorrência.



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