Violência e abuso de poder mancham imagem da Câmara Municipal de Praia Grande
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| Vereador Marco Antonio de Souza, no destaque, o consultor imobiliário Wagner Robinson Cruz Nappo, que alega ter sido agredido pelo edil dentro do prédio da Câmara Municipal de Praia Grande. |
Num episódio chocante que abala a estrutura do poder legislativo local, o presidente da Câmara dos Vereadores de Praia Grande, Marco Antonio de Souza, está no centro de um escândalo após ser acusado de agredir fisicamente um cidadão dentro das instalações do prédio do Legislativo Municipal. Os detalhes grotescos dessa ação ganharam a luz após o consultor imobiliário Wagner Robinson Cruz Nappo relatar publicamente a agressão sofrida.
De acordo com Nappo, sua visita à Câmara de Praia Grande tinha o propósito simples de tratar da venda de um veículo a um dos vereadores. Porém, ao se aproximar do presidente Souza para cumprimentá-lo, foi bruscamente surpreendido com três tapas violentos em seu rosto. As palavras carregadas de ameaça e desdém, proferidas por Souza, ecoaram pelo ambiente já tenso: "Você é moleque, essa aí já é a segunda. Quando eu te trombar na madrugada você vai ver quem é Marco Antonio, porque eu vou te ‘quebrar’ inteiro”.
A conduta agressiva e primitiva do presidente da Câmara de Praia Grande, Marco Antonio de Souza, levanta questionamentos sérios sobre sua capacidade para exercer uma função pública de tamanha responsabilidade. O episódio de violência, perpetrado contra um cidadão em plenas dependências do Legislativo Municipal, não apenas é condenável em si, mas também revela uma preocupante falta de controle emocional por parte da autoridade em questão. Em um ambiente que demanda diálogo, civilidade e respeito às leis e aos cidadãos, a atitude de Souza ressoa como um alerta claro de que sua presença à frente da Casa Legislativa não apenas compromete a integridade física dos indivíduos, mas também mina a confiança e o respeito necessários para a condução adequada dos assuntos públicos.
A brutalidade não cessou por aí. O assessor de Souza, em uma demonstração de total desrespeito às normas de civilidade, também teria empurrado Nappo, corroborando a violência institucionalizada dentro do órgão que deveria representar a voz do povo.
O motivo torpe por trás desse ato repugnante surge como uma clara tentativa de intimidação por parte do presidente da Câmara. Nappo revela que a agressão se deu em retaliação a uma publicação em suas redes sociais, na qual expôs uma investigação sobre a ONG da esposa de Souza, referente à recebimento indevido de verbas públicas, que também foi noticiado por este blog. A resposta desproporcional e criminosa por parte do presidente revela não apenas a sua falta de controle emocional, mas também um desrespeito flagrante aos princípios democráticos e à liberdade de expressão.
Em entrevista a um portal noticioso da Baixada Santista, Nappo expressou sua incredulidade diante da violência perpetrada pelo presidente do Legislativo de Praia Grande. A decisão de registrar um Boletim de Ocorrência no 2º Distrito Policial da cidade é uma clara demonstração de sua determinação em buscar justiça diante do abuso de poder presenciado.
O relato de Nappo ecoa o sentimento de indignação de toda uma comunidade. A atitude vergonhosa de um representante público, que deveria zelar pelo bem-estar e pela integridade dos cidadãos, revela uma desconexão gritante entre a classe política e os valores fundamentais da sociedade.
Marco Antonio de Souza, em sua posição de presidente da Casa Legislativa, é pago pelo povo para servir ao povo. No entanto, suas ações descontroladas apenas alimentam o descontentamento e a desconfiança da população em relação às instituições democráticas.
Ante toda a situação, é urgente que as autoridades competentes conduzam uma investigação rigorosa e imparcial sobre esse incidente. A punição de Marco Antonio de Souza, se comprovada sua culpa, deve servir como um exemplo claro de que a impunidade não tem lugar em uma sociedade que preza pela justiça e pelo respeito aos direitos individuais.
Enquanto isso, a comunidade de Praia Grande se vê envolta em um clima de consternação e perplexidade, questionando-se como um representante eleito pode se afastar tão drasticamente dos princípios éticos e morais que deveriam nortear sua conduta. A confiança no sistema democrático está abalada, e cabe às autoridades agir com firmeza e determinação para restaurar a integridade e a credibilidade das instituições públicas.
Diante da gravidade das acusações e da evidente necessidade de preservar a integridade das instituições democráticas, torna-se imperativo que Marco Antonio de Souza se afaste temporariamente da presidência da Câmara de Vereadores de Praia Grande enquanto as investigações sobre o incidente são conduzidas de forma imparcial e transparente. A manutenção de um indivíduo sob suspeita de conduta agressiva e desrespeitosa no mais alto cargo legislativo da cidade não apenas compromete a credibilidade da instituição, como dito, mas também mina a confiança da população na imparcialidade e na integridade dos seus representantes.
O afastamento voluntário de Souza durante este período turbulento não apenas seria um gesto de respeito aos princípios democráticos, mas também uma medida essencial para preservar a dignidade e a legitimidade do poder legislativo local.


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