Construtora falha em prestar assistência adequada às famílias afetadas por evacuação em condomínio Giovaninna Sarane Galavotti
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| O Condomínio Giovaninna Sarane Galavotti, em Praia Grande, tornou-se símbolo da negligência e do desamparo enfrentados pelos moradores após evacuação forçada devido a danos estruturais. |
No caos desencadeado pela evacuação abrupta do Condomínio Giovaninna Sarane Galavotti, em Praia Grande, emerge um quadro desolador de desamparo e negligência por parte da Construtora e Incorporadora de Imóveis JR Ltda. Sob a sombra de danos estruturais assustadores, os moradores se veem não apenas sem teto, mas também sem o suporte prometido pela empresa responsável pela construção e manutenção do edifício.
No fatídico dia 13 de fevereiro, a cidade foi abalada pela notícia da evacuação do prédio, de 23 andares e 133 apartamentos, devido a danos estruturais severos em três colunas. O diagnóstico apresentado pela Defesa Civil e pelo Corpo de Bombeiros foi sombrio: cisalhamento nas estruturas de sustentação em diferentes níveis do edifício, do subsolo às garagens.
Desde então, enquanto os moradores se viram obrigados a buscar refúgio alternativo, a Construtora e Incorporadora de Imóveis JR Ltda. supostamente se comprometeu a prover auxílio-moradia e ajuda de custo para alimentação. Contudo, a realidade narrada pelos moradores diverge drasticamente desse compromisso. Uma parcela significativa das famílias afirma não ter recebido qualquer suporte financeiro, enquanto outros relatam atrasos e falhas no pagamento.
Os valores destinados aos afetados pela evacuação seriam de R$ 2,1 mil para auxílio-moradia e R$ 500 para alimentação, conforme documentos do grupo representativo dos condôminos. No entanto, é evidente que esses valores não estão chegando às mãos dos que mais necessitam. O que deveria ser um sopro de esperança em meio ao caos tornou-se mais uma fonte de angústia e incerteza para essas famílias desabrigadas.
Enquanto alguns moradores encontraram abrigo temporário com familiares, outros foram alojados em uma colônia de férias no bairro Praia Mirim, supostamente custeada pela construtora. No entanto, a transparência sobre quantos foram beneficiados por essa medida e por quanto tempo essa assistência será mantida permanece obscura, como uma sombra pairando sobre aqueles que já enfrentam uma situação de extrema vulnerabilidade.
Diante desses fatos alarmantes, este blog buscou esclarecimentos junto à Construtora e Incorporadora de Imóveis JR Ltda. No entanto, as tentativas de contato por email foram em vão, demonstrando não apenas uma falha na prestação de assistência aos afetados, mas também uma falta de disposição em prestar esclarecimentos sobre as falhas evidenciadas.
Enquanto as famílias aguardam ansiosamente por uma solução e por respostas claras por parte da construtora, o vazio deixado pela falta de assistência adequada é preenchido por uma mistura de indignação e desespero. Num momento em que a solidariedade e a responsabilidade social deveriam ser as pedras angulares da resposta a uma crise como essa, a negligência da construtora apenas amplifica o sofrimento daqueles que já perderam tanto.
Que este caso sirva não apenas como um alerta para a urgência de medidas eficazes de segurança e assistência em situações de emergência, mas também como um lembrete da necessidade premente de responsabilização das empresas que falham em cumprir com suas obrigações para com a comunidade.


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