Falta de manutenção, salas de velório precárias e ausência de reformas evidenciam abandono; UPA e postos de saúde também sofrem com problemas crônicos
Em Itanhaém, o Cemitério Municipal Jardim Coronel tornou-se símbolo do descaso administrativo que afeta não apenas os mortos, mas também os vivos. O local, que deveria ser um espaço de respeito e dignidade, chama a atenção pelo estado de abandono em que se encontra. Infiltrações, falta de limpeza e condições precárias nas salas de velório são alguns dos problemas que têm gerado reclamações constantes por parte da população.
As salas de velório, por exemplo, são descritas como abafadas e sem condições básicas de funcionamento. Familiares que buscam um momento de despedida para seus entes queridos se deparam com a ausência de papel higiênico, água potável e ventilação adequada. A área externa do cemitério também sofre com a falta de manutenção, apresentando sujeira e mato alto, o que contribui para a sensação de abandono generalizado.
Em maio de 2024, a prefeitura de Itanhaém emitiu um comunicado no Diário Oficial do município anunciando o início de uma reforma no cemitério. No entanto, passados vários meses, nenhuma ação concreta foi observada no local. A promessa não cumprida reforça a percepção de que a administração municipal tem negligenciado questões essenciais para a população.
O descaso, porém, não se limita ao cemitério. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central, que deveria ser um ponto de referência para o atendimento de emergências, também enfrenta graves problemas. Relatos de falta de medicamentos, equipamentos quebrados e superlotação são frequentes entre os munícipes. Os postos de saúde espalhados pela cidade não ficam de fora: bebedouros inoperantes, escassez de remédios e falta de profissionais são queixas comuns.
A situação na área da educação também preocupa. A demanda por vagas em creches é alta, mas, em vez de ampliar a oferta, a prefeitura à tem reduzido por falta de funcionários. A limitação desses espaços impacta diretamente as famílias, que dependem desses serviços para conciliar trabalho e cuidados com os filhos.
A combinação desses problemas cria um cenário de desassistência generalizada, onde a população se sente abandonada pelo poder público. Enquanto promessas de melhorias não saem do papel, os moradores de Itanhaém seguem convivendo com a precariedade em serviços essenciais, como saúde, educação e até mesmo no tratamento digno aos falecidos.
A reportagem buscou a prefeitura de Itanhaém para comentar os fatos, mas não obteve retorno até o fechamento deste texto. Quando houver retorno, e se houver, esta matéria será atualizada.


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