Últimas Notícias

8/recent/ticker-posts

Transporte público de Guarujá em colapso: Greve promete paralisar a cidade e escâncara dívida milionária

Salários suspensos, corte de linhas e ameaça de suspensão total colocam Prefeitura e empresa em rota de colisão, enquanto a população é que sofrerá com o caos

Ônibus da frota municipal em Guarujá estacionados, evidenciando o impacto que a greve causará no transporte coletivo. Foto: Reprodução/Redes Sociais.

A partir da zero hora desta terça-feira (28), Guarujá enfrentará uma greve dos trabalhadores do transporte coletivo municipal, com impacto direto sobre 40 linhas que atendem a população local. A paralisação, decidida em assembleia pelo Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários da Região, ocorre em meio a uma crise que mistura salários atrasados, interrupções de linhas e uma batalha judicial entre a Prefeitura e a concessionária responsável pelo serviço, a City Transporte Urbano Intermodal Ltda.

Embora a greve ameace comprometer o deslocamento diário de milhares de usuários, uma decisão liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que 80% da frota continue operando nos horários de pico – das 7h às 10h e das 17h às 19h – e 60% no restante do dia. A empresa, que administra uma frota de 150 veículos, incluindo ônibus convencionais, elétricos e micro-ônibus, deverá cumprir a ordem sob pena de sanções.  

A mobilização foi motivada por problemas financeiros que têm se acumulado ao longo dos últimos meses. A principal reclamação dos trabalhadores foi o pagamento parcial do adiantamento salarial, depositado pela City na última sexta-feira (24), em vez dos 40% esperados no dia 22. O vale-alimentação, inicialmente atrasado, foi regularizado um dia antes da assembléia, mas isso não foi suficiente para evitar a greve.  

A crise financeira da City reflete problemas de longa data. Segundo a empresa, o Município acumula uma dívida superior a R$ 50 milhões, referente ao não pagamento do subsídio das gratuidades de passagens nos últimos sete meses. Essa situação, conforme a concessionária, inviabilizou o cumprimento de obrigações trabalhistas e operacionais.  

Em meio às acusações, a Prefeitura reconheceu atrasos no repasse do subsídio, mas afirmou que essa é apenas uma parte da remuneração contratual da concessionária. Em uma tentativa de encontrar soluções, criou um grupo técnico para avaliar a continuidade do serviço, que se tornou motivo de incerteza para os moradores de Guarujá.  

No dia 16 de janeiro, a City retirou três linhas de circulação e ameaçou suspender toda a frota no dia 20, o que levou a Prefeitura a ingressar com uma ação na Justiça. A decisão judicial que determinou o retorno imediato de todas as linhas evitou uma paralisação completa, mas não solucionou os impasses financeiros e operacionais.  

Uma audiência de conciliação no TRT foi marcada para esta quarta-feira (29), reunindo representantes do sindicato, da empresa e da Prefeitura. A expectativa é que o encontro traga um desfecho para o impasse, que prejudica não apenas os trabalhadores, mas também os milhares de usuários que dependem do transporte público para trabalhar, estudar e acessar serviços essenciais.  

Enquanto isso, a população de Guarujá enfrenta um cenário de incertezas, com a possibilidade de novas paralisações e cortes no serviço. A continuidade do transporte coletivo, essencial para a mobilidade urbana na cidade, dependerá de uma solução urgente para a crise que se arrasta e ameaça se agravar ainda mais.  



Tags: #GreveDeÔnibus #Guarujá #TransporteColetivo #CriseFinanceira #ServiçoEssencial

Postar um comentário

0 Comentários