Buscas mobilizam Marinha, Bombeiros e Força Aérea, mas condições climáticas dificultam operação de resgate
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| Equipes da Marinha, Bombeiros e Força Aérea seguem mobilizadas em busca da família desaparecida após o naufrágio da lancha em Itanhaém. Foto: Divulgação/Arquivo/Marinha do Brasil. |
O fim de semana foi marcado por tensão e apreensão no litoral paulista. Uma lancha que transportava uma família de três pessoas naufragou a aproximadamente 25 quilômetros da costa de Itanhaém, próximo à Ilha da Queimada Grande, durante a forte ventania que atingiu a Baixada Santista no sábado (23). Desde então, a família permanece desaparecida, enquanto as autoridades intensificam os esforços de busca em meio a condições meteorológicas extremamente adversas.
Segundo informações do Grupamento de Bombeiros Marítimos (GBMar), o pedido de socorro partiu de um dos tripulantes da embarcação, identificado como a lancha “Jany”, de 21 pés. O contato, entretanto, foi perdido logo após a chamada emergencial, aumentando a angústia sobre o destino da família.
A gravidade da situação levou à mobilização imediata da Marinha do Brasil, que enviou o Navio-Patrulha Guajará para a região. A operação também conta com o apoio do Comando de Aviação da Polícia Militar e da Força Aérea Brasileira, que disponibilizou aeronaves para sobrevoar a área. No entanto, a ventania, a baixa visibilidade e a distância em alto-mar têm imposto sérias dificuldades à equipe de resgate.
Em nota oficial, a Marinha informou que acionou os protocolos de Busca e Salvamento (SAR) tão logo recebeu o alerta, reforçando que as buscas não têm prazo para encerrar. A Capitania dos Portos também alertou navegadores e proprietários de embarcações sobre a necessidade de manutenção preventiva, uso de equipamentos de salvatagem em boas condições e o cumprimento rigoroso das normas de segurança náutica.
Enquanto familiares e amigos aguardam notícias, o caso se soma a outros episódios recentes de acidentes náuticos na região, levantando questionamentos sobre a cultura de segurança no mar e o quanto ela é, de fato, respeitada. A resposta das autoridades tem sido rápida, mas a prevenção ainda se mostra a maior barreira a ser superada.


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