Resgate em poucos minutos evidencia preparo das equipes e importância do treinamento em segurança no litoral paulista
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| Cão nada no mar em direção à balsa durante a travessia São Sebastião–Ilhabela, momentos antes de ser resgatado pela tripulação. Foto: Divulgação/Governo de São Paulo. |
O início de manhã tranquilo na travessia entre São Sebastião e Ilhabela ganhou contornos de tensão por volta das 8h40 desta quinta-feira (4), quando um cachorro que viajava com seu tutor escapou e se jogou no mar durante a aproximação da balsa FB-19 ao atracadouro da ilha. Em poucos segundos, a rotina da viagem foi substituída por olhares apreensivos e pela ação calculada da tripulação.
Ao perceber o movimento inesperado na água, o comandante Pedro Paulo Vicente Wenceslau acionou imediatamente o protocolo de salvamento. A embarcação, que já se preparava para atracar, teve os motores retirados e passou à marcha à ré, manobra essencial para aproximar a balsa com segurança e evitar risco tanto ao animal quanto aos passageiros a bordo.
Enquanto isso, o cachorro nadou instintivamente em direção ao ferryboat, em busca do tutor que seguia na embarcação. Na popa, os tripulantes de convés Levilson Nobre Miranda, Giuberto Carlos Trevizani e Valério Martins de Oliveira se posicionaram rapidamente e, utilizando a coleira, conseguiram puxar o animal de volta ao convés. O resgate levou cerca de cinco minutos, tempo curto o suficiente para evitar um afogamento e transformar um potencial acidente em alívio coletivo.
Após o resgate, o cachorro foi devolvido ao tutor e a operação seguiu normalmente, mas o episódio trouxe a tona, mais uma vez, como o preparo técnico faz diferença em situações de risco no mar. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), as equipes da Coordenadoria de Travessias passam por treinamentos rigorosos de salvamento, em parceria com o Corpo de Bombeiros e a empresa que opera o serviço.
O caso ganhou um peso ainda maior pelo fato de ter ocorrido poucos dias depois do mais recente treinamento, realizado no fim de novembro, que contou com a participação dos mesmos profissionais envolvidos na ocorrência. No dia a dia de quem depende da travessia para trabalhar, estudar ou circular entre continente e ilha, episódios como esse reforçam que segurança não é detalhe, mas resultado direto de capacitação constante e protocolos bem executados.


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