Criminosos renderam frequentadores, levaram eletrônicos, joias e documentos e fugiram de moto; vítimas rastrearam relógio, mas suspeitos não foram encontrados
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| Praia do Tombo, em Guarujá, onde clientes de um quiosque foram assaltados por dupla armada em plena tarde de domingo. Foto: Arquivo/Divulgação/Prefeitura de Guarujá. |
Clientes que buscavam apenas um dia tranquilo à beira-mar na Praia do Tombo, em Guarujá, foram surpreendidos pela violência em plena tarde de domingo. Um quiosque na Avenida Prestes Maia se transformou em cenário de pânico quando dois homens chegaram ao local, um deles armado com revólver, anunciaram o assalto e fizeram a limpa nos pertences dos frequentadores.
O crime aconteceu por volta das 13h30, horário em que a praia costuma receber famílias, turistas e moradores da Baixada Santista. De acordo com a Polícia Militar, as vítimas relataram que a dupla entrou no quiosque de forma direta, sem disfarces ou rodeios, e passou a recolher os objetos de valor. Em poucos minutos, cinco celulares, um smartwatch, uma corrente de ouro e uma carteira com documentos e cartões bancários haviam sido levados.
Depois da ação, os criminosos fugiram em uma motocicleta, seguindo em direção à Avenida dos Caiçaras. As características dos suspeitos foram imediatamente transmitidas via rádio às demais equipes que patrulhavam a região, numa tentativa de cerco pela PM. Mas, como tantas vezes se vê nas ocorrências de roubo à luz do dia no litoral, a fuga foi mais rápida do que a resposta do poder público.
Um dos detalhes que mais chama atenção é que uma das vítimas tentou ajudar a polícia oferecendo a última localização do smartwatch roubado, que apontava para uma rua no bairro Santa Rosa. Equipes foram deslocadas para buscas na região indicada, mas nada foi encontrado. A tecnologia, que poderia ser aliada na investigação, não foi suficiente para transformar o rastro digital em prisão efetiva.
As vítimas foram orientadas a comparecer à Delegacia Sede de Guarujá para registrar o boletim de ocorrência e formalizar o caso. A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que não localizou registro da ocorrência em seus sistemas. A informação expõe um desconfortável descompasso entre o que é vivido por moradores e turistas na ponta da praia e o que, de fato, entra nas estatísticas oficiais.


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