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Falso servidor do INSS: estelionatário é preso em Peruíbe por fraudar idosos

Quadrilha usava uniformes e crachás para enganar idosos com falsas “provas de vida” e aplicar empréstimos consignados

Casal de golpistas posa como se fosse servidor da Previdência, usando uniforme e crachá para enganar idosos com falsas “provas de vida”. Foto: Reprodução.

A rotina de golpes contra idosos na Baixada Santista ganhou mais um capítulo preocupante com a prisão de um homem em Peruíbe, apontado como integrante de uma quadrilha especializada em se passar por servidores do INSS para fraudar benefícios. A ação, deflagrada pela Polícia Civil do 2° Distrito Policial de Praia Grande nesta terça-feira, 2, é a segunda fase de uma investigação que mira um esquema profissionalizado de estelionato contra aposentados e pensionistas.

Tudo começou com uma série de boletins de ocorrência registrados por idosos e familiares, relatando visitas “oficiais” em casa. Os suspeitos chegavam usando crachás e camisetas padronizadas, apresentando-se como funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social. Alegavam a necessidade de realizar “prova de vida” ou “atualização cadastral”, sempre com um discurso convincente e abusando da confiança de quem depende do benefício para sobreviver.

Com a falsa justificativa, recolhiam documentos pessoais, tiravam fotos dos cartões bancários e ainda faziam as vítimas assinar papéis sob o argumento de que se tratava de simples formulários administrativos. Na prática, esses dados eram usados para contratar empréstimos consignados fraudulentos em nome dos beneficiários, comprometendo a renda de idosos que muitas vezes só descobriam o rombo quando já estavam endividados.

Os investigadores cruzaram informações, analisaram imagens, compararam depoimentos e consultaram sistemas policiais até identificar um padrão de atuação do grupo. A quadrilha funcionava como uma pequena “empresa do crime”: um integrante ficava responsável por tirar fotos, recolher documentos e fazer a vigilância externa, enquanto o líder, preso na primeira fase da operação, era o encarregado de abordar as vítimas, interpretando o papel de servidor público treinado e aparentemente confiável.

Nesta nova etapa da investigação, além do homem detido em Peruíbe, uma mulher foi presa na zona leste da capital paulista. A operação contou com apoio de equipes do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), evidenciando que o esquema já ultrapassava fronteiras municipais e exigia ação articulada entre diferentes unidades da Polícia Civil.

Os suspeitos foram reconhecidos por diversas vítimas como os autores dos golpes. O caso foi formalmente registrado como organização criminosa e estelionato, e as investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e dimensionar o número real de prejudicados.


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