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Terror em menos de 24 horas: suspeito de atacar duas mulheres é preso em Praia Grande

Homem de 57 anos é apontado como autor de estupro em terreno baldio e de importunação sexual dentro de ônibus lotado

Costas de uma mulher com marcas semelhantes a arranhões ilustram as feridas visíveis e invisíveis deixadas pela violência contra a mulher. Foto: Reprodução.

A madrugada e a manhã desta sexta-feira, 5, foram marcadas por horas de medo e violência para duas mulheres em Praia Grande. Em um intervalo de poucas horas, um homem de 57 anos é apontado como autor de dois ataques sexuais, um deles em um terreno baldio, outro dentro de um ônibus em circulação pela cidade. Ele acabou preso em flagrante após ser localizado pela Polícia Militar e reconhecido pelas vítimas.

O primeiro crime foi registrado por volta das 2h, no bairro Vila Sônia. Uma mulher de 36 anos deixava uma festa de aniversário quando percebeu que estava sendo seguida. Ela tentou apertar o passo, mas foi alcançada. Segundo o relato prestado à polícia, o suspeito puxou o cabelo da vítima e a arrastou para um terreno vazio nas proximidades, onde a teria mantido sob violência sexual por cerca de três horas, até que ela conseguiu fugir e pedir ajuda.

Horas depois, por volta das 11h, o mesmo homem voltou a agir, agora em plena luz do dia e em ambiente público. Ele entrou em um ônibus e se aproximou de uma passageira de 41 anos, que viajava com a filha de 8 anos. Ainda segundo o registro policial, o suspeito passou a esfregar suas partes íntimas na mulher, em meio aos demais passageiros. A situação gerou discussão dentro do coletivo e obrigou mãe, filha e agressor a descerem do veículo.

Fora do ônibus, a segunda vítima acionou a Polícia Militar, que conseguiu localizar o homem nas imediações. Ele foi detido e levado para a Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande. Na delegacia, as duas mulheres o reconheceram como autor dos crimes sexuais. Os casos foram registrados como estupro e importunação sexual, conforme informou a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP).

A apuração revelou que o suspeito não era um desconhecido do sistema de Justiça. Ele tem quatro passagens criminais anteriores, sendo uma por roubo e três por homicídio.

Os ataques, ocorridos em cenários opostos – a escuridão de um terreno baldio e a rotina de um ônibus em pleno dia – escancaram que o perigo não está restrito a horários ou lugares isolados. Para as vítimas, permanecem as marcas físicas e emocionais de uma violência que, mais uma vez, atinge diretamente a vida de mulheres na Baixada Santista. Para o poder público, fica o desafio de garantir que casos assim não se repitam e que agressores reincidentes sejam efetivamente contidos.


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