Entre o surto psicótico e o risco real, intervenção policial com arma de eletrochoque preservou a vida de criança e da própria agressora na manhã desta segunda-feira
O cenário de rotina na Avenida Afonso Pena, em Santos, foi abruptamente rompido na manhã desta segunda-feira, 19. O que começou como uma movimentação atípica no bairro do Estuário rapidamente evoluiu para um episódio de alta periculosidade, quando uma mulher, visivelmente em surto psicótico, passou a empunhar uma faca em via pública. O fator mais alarmante, no entanto, não era apenas a arma branca, mas a presença de uma criança, sua própria filha, a poucos passos do perigo.
A Polícia Militar foi acionada e encontrou um ambiente de extrema instabilidade emocional. Segundo os relatos da corporação, a mulher demonstrava um descontrole severo, ignorando sistematicamente todas as ordens para que soltasse a faca. Diante da resistência e do risco iminente para a menor e para quem transitava pela avenida, a estratégia policial priorizou o isolamento da área e a retirada estratégica da criança, que foi colocada em segurança antes do desfecho da ocorrência.
Mesmo com o perímetro controlado, a negociação verbal não surtiu efeito. A persistência da mulher em manter a arma em punho forçou a equipe a adotar uma medida de força não letal. Foi utilizada uma arma de incapacitação neuromuscular, o disparo de eletrochoque, técnica que permitiu a imobilização imediata sem causar ferimentos permanentes ou lesões graves.
O encerramento do episódio trouxe o alívio esperado: a faca foi apreendida e ninguém saiu ferido. Após a contenção, a mulher recebeu os primeiros socorros de uma equipe de emergência e foi encaminhada para internação e acompanhamento psiquiátrico especializado. O caso foi registrado na unidade policial local, onde as autoridades agora acompanham os desdobramentos assistenciais e jurídicos da ocorrência que parou o trânsito e o fôlego de quem passava pelo Estuário.


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