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Abuso de poder ou fatalidade? Jovem deficiente visual é morto pela Rota durante Operação Verão na Baixada Santista

 Família contesta versão da PM e denuncia violência; Ouvidoria investiga abordagem que resultou na morte de dois jovens sem antecedentes criminais

Retrato da injustiça: jovem deficiente visual, vítima de abuso policial em uma tragédia que clama por justiça.

Na esteira de denúncias sobre abusos durante a Operação Verão na Baixada Santista, a Ouvidoria de polícias de São Paulo tem sido inundada com relatos de confrontos fatais. Entre as vítimas, destaca-se Hildebrando Simão Neto, de 24 anos, e Davi Gonçalves Junior, de 20 anos, ambos alvejados por policiais da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) em circunstâncias questionáveis. O caso ganha contornos ainda mais sombrios quando se descobre que Hildebrando era deficiente visual e estava apenas tomando café quando foi brutalmente atingido.

Os relatos da família desmentem a versão policial, sustentando que os jovens não possuíam envolvimento com o crime. Contrariando a narrativa das autoridades, a mãe de Hildebrando apresentou documentos médicos que atestam sua condição de deficiência visual decorrente de uma doença degenerativa progressiva, o Ceratocone. Alegações de que ele teria tentado confrontar os policiais tornam-se ainda mais questionáveis diante da incapacidade física evidente.

A versão oficial, baseada em denúncias de tráfico de drogas, é posta em xeque pela ausência de antecedentes criminais e pelo perfil dos jovens. Davi Gonçalves, descrito como um trabalhador exemplar e sonhador, não tinha histórico delituoso. Seu amigo Hildebrando, cuja deficiência visual era notória, sequer possuía a capacidade física de participar de um tiroteio, conforme confirmado por relatórios médicos apresentados pela família.

Documentos irrefutáveis: laudos médicos que evidenciam a condição de quase cegueira de Hildebrando, lançando luz sobre a tragédia e clamando por responsabilidade e transparência.

No momento fatídico, enquanto Hildebrando se encontrava em casa, a polícia invadiu o local sob a suspeita de atividade criminosa. O relato angustiante da mãe, que pediu cautela devido à presença de seu filho deficiente visual, choca pela violência subsequente. Os disparos que ceifaram a vida de Hildebrando e de seu amigo Davi encontraram-nos desprevenidos, em um momento trivial do cotidiano, enquanto tomavam café na privacidade de sua casa.

A mãe de Hildebrando, em seu depoimento, descreve um cenário de terror, onde sua súplica por cuidado foi ignorada, resultando em uma tragédia irreparável. Testemunhas afirmam que Davi, cuja amizade com Hildebrando remontava à infância, compartilhava sonhos e aspirações com o amigo, distantes do mundo do crime. Sua trajetória de trabalho honesto e o apoio da comunidade local desmentem qualquer associação criminosa.

A resposta da Ouvidoria, em abrir um procedimento interno e acionar a Corregedoria da Polícia Militar, é um passo crucial para esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos. A solicitação das imagens das câmeras corporais dos policiais é uma medida importante para trazer à luz a verdade sobre os eventos que culminaram na morte desses jovens inocentes.

Neste momento de dor e injustiça, a oferta de amparo técnico para os familiares por parte da Defensoria Pública é um sinal de esperança em meio à escuridão. A luta por justiça e transparência é não apenas um direito, mas uma necessidade urgente em uma sociedade que se pretende justa e igualitária.

A tragédia que se abateu sobre Hildebrando Simão Neto e Davi Gonçalves Junior não pode ser esquecida ou ignorada. Seus nomes ecoam como símbolos de uma luta por justiça, por mudanças nas práticas policiais e por um mundo onde a vida humana seja valorizada acima de tudo. Que suas vozes não sejam silenciadas e que sua memória seja honrada com a busca incansável por verdade e justiça.



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