Suspeita de 42 anos tentava entregar peças de três motos furtadas usando duas cadeirinhas no banco traseiro; Deic investiga esquema há sete meses
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| Motores apreendidos foram apresentados na base da Divecar/Deic, no centro de São Paulo. Foto: Divulgação/SSP/SP. |
Uma mulher de 42 anos foi presa no centro de São Paulo após ser flagrada transportando peças de três motocicletas furtadas, em uma tentativa de disfarce que apostou na aparência de rotina: duas cadeirinhas de bebê instaladas no banco traseiro do carro. A detenção ocorreu na terça-feira (20), no bairro do Bom Retiro, no momento em que, segundo a investigação, ela faria a entrega do material.
De acordo com o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), o esquema de receptação e circulação de peças é monitorado há pelo menos sete meses. Durante a vigilância, policiais identificaram que o veículo utilizado pela suspeita circulou entre a zona oeste e a região central da capital, trajeto considerado compatível com a logística de distribuição desse tipo de mercadoria.
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| Banco traseiro do carro tinha duas cadeirinhas de bebê usadas para tentar despistar a fiscalização, segundo a polícia. Foto: Divulgação/SSP/SP. |
A suspeita dos investigadores era de que a entrega aconteceria no chamado “quadrilátero das motos”, área do centro conhecida pelo comércio de peças e acessórios de motocicletas. Ao perceber a presença policial, a condutora tentou fugir, mas foi abordada pouco depois.
No interior do automóvel, além das cadeirinhas, os agentes encontraram três motos completamente desmontadas e sem os quadros. A numeração dos motores foi consultada e indicou que os furtos tinham ocorrido no dia anterior, sugerindo uma cadeia de repasse rápida, típica de mercados que se alimentam da subtração recente e da dificuldade de rastreio quando o veículo vira, em poucas horas, um conjunto de peças avulsas.
A mulher foi conduzida à 1ª Delegacia de Investigações sobre Roubo e Furto de Veículos (Divecar), onde foi indiciada por receptação de veículo. A autoridade policial solicitou a conversão do flagrante em prisão preventiva. As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e os possíveis destinatários das peças — porque, por mais criativa que seja a “cortina de fumaça”, o mercado clandestino não se sustenta com um único volante.



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