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Caos e ineficácia: Secretário da Segurança Pública transfere gabinete para Santos e oferece r$ 50.000,00 por informações sobre assassino de PM da Rota, em meio a onda de violência

 Recompensa de R$ 50 mil por assassino de PM expõe fragilidade do sistema e desespero das autoridades frente ao aumento da criminalidade na Baixada Santista

População da Baixada Santista vive sob o jugo da violência enquanto autoridades buscam soluções paliativas. Foto ilustrativa da ineficácia das políticas de segurança pública na região.

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Capitão da PM e deputado licenciado Guilherme Derrite, tomou uma medida que ecoa mais como um gesto de desespero do que de eficácia ao anunciar a transferência do seu gabinete da capital para a cidade de Santos. O motivo? O trágico falecimento do cabo José Silveira dos Santos, do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), vítima de disparos durante uma troca de tiros no Jardim São Manoel. Num cenário que mais parece extraído de um filme de ação barato, onde a violência é a protagonista, outro agente foi baleado e precisou ser hospitalizado. 

Mas o que realmente impressiona não é a transferência do gabinete, mas sim a falta de eficácia e o quão desconexa está a gestão da segurança pública na região. Derrite, em sua tentativa quase desesperada de demonstrar controle sobre a situação, anunciou que o policiamento em Santos será reforçado a partir desta quinta-feira, 8. Mas a pergunta que não quer calar é: por que agora? Por que somente após a morte de mais um agente? 

Para tentar acalmar os ânimos exaltados pela onda de violência, o governo lançou a isca de uma recompensa no valor de R$ 50 mil para qualquer pessoa física ou jurídica que tenha informações relevantes sobre o suspeito de ter atirado e matado o soldado Wesley Cosmo, da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), na última sexta-feira, 2. Uma medida que soa mais como um atestado de incompetência do que um incentivo eficaz para a resolução do crime. 

A transferência da cúpula de segurança para Santos é apresentada como o início da terceira fase da Operação Verão. Mas qual o sentido de trocar o cenário se as políticas e estratégias continuam as mesmas? Em meio a discursos vazios e promessas de mais efetivo, a população se vê à mercê de uma máquina burocrática que parece mais preocupada em salvar as aparências do que em proteger os cidadãos.

Derrite descarta qualquer relação das ações atuais com a fracassada Operação Escudo, deflagrada em julho do ano passado no Guarujá, após a morte de um soldado da Rota em confronto com criminosos. Mas como não enxergar padrões em um sistema que parece repetir os mesmos erros e oferecer as mesmas soluções falhas?

A terceira etapa da operação contará com o deslocamento de batalhões lotados em outras cidades, como o 15.º Baep (Guarulhos) e o 5.º Baep (Barueri). Mas será que apenas o aumento do efetivo é suficiente para conter a violência que assola a Baixada Santista? Ou será que estamos diante de uma gestão que tenta apagar um incêndio com um copo d'água?

O suspeito de assassinar o agente Wesley Cosmo foi identificado, mas ainda se encontra foragido. Enquanto isso, sete ocorrências de troca de tiros envolvendo criminosos e policiais foram contabilizadas após a morte do soldado na última sexta-feira. Um retrato de um sistema falido, que oferece recompensas milionárias enquanto a população é deixada à própria sorte.

Em meio a discursos vazios, gestos desesperados e medidas paliativas, é a população que paga o preço mais alto. É ela que se vê acuada, refém de uma guerra que parece não ter fim. A transferência do gabinete para Santos pode até ser uma jogada de marketing, mas para quem vive sob o jugo da violência, é apenas mais um capítulo de uma história sem final feliz. Enquanto as autoridades brincam de gato e rato, os cidadãos se perguntam quando será que alguém irá de fato assumir a responsabilidade e agir com a seriedade que a situação exige.



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