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São Vicente: Polícia Civil investigará denúncia de PMs tirando fotos de funcionário público baleado

 Família acusa agentes de terem entrado no quarto do homem internado, enquanto prefeitura confirma presença dos policiais, mas nega acesso à UTI

À espera de justiça: Ruan Araújo, servidor público de São Vicente, luta pela vida na UTI após abordagem policial. Sua família denuncia invasão de PMs ao seu leito, enquanto o Ministério Público investiga o caso.

A denúncia de familiares de Ruan Araújo, servidor público municipal de São Vicente, baleado durante uma abordagem policial, ganha contornos de investigação após a acusação de que policiais militares (PMs) teriam invadido o quarto do hospital onde ele estava internado. Segundo relatos, além de mexer no dreno colocado no tórax de Ruan, os agentes teriam debochado da situação do paciente e até tirado uma foto dele enquanto estava hospitalizado.

As alegações feitas pela família de Ruan repercutem em meio a um cenário já tenso, envolvendo a conduta policial e a segurança pública na Baixada Santista. De acordo com os parentes da vítima, as supostas visitas dos PMs ocorreram entre a noite do dia 9, data do incidente, e a madrugada do dia 10. Testemunhas afirmam que as ações dos agentes desrespeitaram as normas e a ética profissional, gerando indignação e revolta entre os familiares do servidor público ferido.

O advogado Rui Elizeu, que representa Ruan Araújo, pontuou a gravidade do ocorrido, afirmando que a entrada de policiais militares na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital do Vicentino, onde a vítima estava internada, é proibida. Além disso, ele ressaltou que a suposta atitude dos policiais configura uma violação dos direitos e da integridade do paciente, bem como uma possível interferência nas investigações em curso.

O Hospital do Vicentino, em São Vicente, palco de tensão e investigação após denúncias de invasão policial ao leito de um paciente. Um caso que levanta questionamentos sobre ética e transparência nas instituições de saúde e segurança.


Segundo informações prestadas por um familiar de Ruan à reportagem de A Tribuna, os PMs teriam adentrado o quarto do paciente na madrugada do dia 10, entre às 0h e 0h30, momento em que a foto teria sido capturada. A situação teria sido tão perturbadora que a administração do hospital emitiu uma ordem para fechar todas as entradas da unidade de saúde, exceto a entrada principal, como medida de segurança.

No entanto, a prefeitura de São Vicente, ao ser procurada, confirmou a presença dos policiais no local em dois momentos distintos. O primeiro ocorreu na noite do dia 9, por volta das 21h, quando um agente adentrou as dependências do hospital, mas saiu pouco tempo depois, prometendo retornar com seu companheiro de escolta, o que não se concretizou. Já o segundo episódio foi registrado às 4h da manhã do dia 10, quando um policial militar fardado buscou informações sobre o estado de saúde de Ruan, tendo seu pedido negado pela equipe médica, conforme procedimento padrão.

A falta de menção por parte da prefeitura sobre a visita dos PMs à UTI do Hospital do Vicentino entre às 0h e 0h30 do dia 10 levanta questionamentos sobre a transparência dos acontecimentos. Diante das circunstâncias, o Ministério Público foi acionado pela defesa do funcionário público para investigar o caso, visando esclarecer os fatos e garantir que a justiça seja feita.

Diante das acusações, a Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) foi procurada para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido, entretanto, até o momento, não houve resposta por parte do órgão. Enquanto isso, a sociedade aguarda por respostas e medidas que restabeleçam a confiança nas instituições responsáveis pela segurança e pela proteção dos cidadãos na região da Baixada Santista.



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