PM atendeu chamado após denúncia de comportamento inadequado e encontrou agente em posse de entorpecentes e arma de fogo
Na noite de sexta-feira (16) até a madrugada de sábado (17), uma ocorrência na Ilha Grande, em Angra dos Reis (RJ), chamou a atenção das autoridades locais. Um policial civil do estado de São Paulo, de 36 anos, foi detido sob a acusação de portar drogas e exibir comportamento agressivo dentro de um hostel. O episódio, narrado pela Polícia Militar, revela uma série de eventos preocupantes que culminaram na intervenção das forças de segurança.
A intervenção policial teve início após a gerente do hostel solicitar assistência da Polícia Militar, alegando que um hóspede estava perturbando os demais ocupantes e a desrespeitando. Segundo relatos, o policial, identificado como o responsável pelas perturbações, foi encontrado fumando dentro do quarto compartilhado, o que resultou em uma discussão acalorada com a gerente.
O indivíduo já havia sido alvo de atenção das autoridades no dia anterior, quando se envolveu em uma confusão e, de maneira imprudente, exibiu uma pistola enquanto se identificava como membro da corporação.
No desenrolar da situação, os policiais militares encontraram o agente em questão dormindo em uma das beliches do hostel. Ao proceder com a identificação, os agentes notaram a presença de substâncias ilícitas em posse do policial. A busca resultou na apreensão de um pedaço de haxixe, uma tira de maconha, dois comprimidos de ecstasy, três unidades de LSD, um dichavador e três cogumelos.
Além das drogas, os policiais encontraram uma pistola Glock 9mm, um carregador contendo 16 munições intactas e uma quantia de R$ 2.848 em espécie. Diante desses achados, o policial foi conduzido à delegacia de Angra dos Reis, onde foi formalmente autuado por posse e uso de entorpecentes. Surpreendentemente, após os procedimentos legais, o agente foi liberado.
Em comunicado oficial, a Secretaria de Segurança Pública destacou que o caso será investigado pela Corregedoria da Polícia Civil e que medidas apropriadas serão tomadas em relação ao status funcional do agente dentro da instituição. A revelação de que a arma apreendida pertence à Polícia Civil de São Paulo levanta questionamentos adicionais sobre os protocolos de segurança e a conduta dos agentes públicos.
O episódio, além de expor uma série de irregularidades e condutas inadequadas, lança luz sobre a necessidade de uma revisão rigorosa dos procedimentos internos de monitoramento e supervisão dentro das instituições policiais. A comunidade espera respostas claras e ações efetivas para garantir a integridade e a credibilidade das forças de segurança em nossa sociedade.


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