Últimas Notícias

8/recent/ticker-posts

A banda podre da polícia: Dois PMs que atuaram na Rota são suspeitos de vazar informações sobre operações para o PCC

PMs atuaram entre 2021 e 2022 na Agência de Inteligência das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), tropa de elite da PMSP

Dois policiais militares da Rota são investigados por vazamento de informações para o PCC. Foto: SSP-SP.

A Corregedoria e o Centro de Inteligência da Polícia Militar (CIPM) estão investigando pelo menos dois policiais militares sob suspeita de vazamento de informações sobre investigações para membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Esses PMs atuaram entre 2021 e 2022 na Agência de Inteligência das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), uma espécie de tropa de elite da PM de São Paulo.

Esta apuração é parte de uma investigação mais ampla que visa esclarecer o assassinato de Antonio Vinicius Lopes Gritzbach, delator do PCC e de policiais corruptos. Os policiais investigados são dois praças da ativa, que são alvos de um Inquérito Policial Militar (IPM). Durante o período mencionado, eles trabalhavam na Agência de Inteligência da Rota.

O suposto vazamento de informações para o PCC ocorreu durante uma guerra interna entre membros da facção, decorrente do assassinato do narcotraficante Anselmo Bicheli Santa Fausta, conhecido como Cara Preta, figura influente da organização criminosa, e seu motorista, no final de 2021, no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo. Vinicius Gritzbach era réu sob a acusação de ser o mandante desse duplo homicídio, embora negasse qualquer participação no crime.

Os dois policiais investigados eram subordinados do capitão Raphael Alves Mendonça, exonerado nesta quarta-feira (29) pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Mendonça era responsável por cuidar da segurança do prefeito e de sua família. O capitão também está sob investigação por supostamente participar desta rede de informantes dentro da corporação. No entanto, até o momento, não há evidências de sua participação direta no vazamento de informações. Ele não está preso.

Para os investigadores, os indícios contra os subordinados do capitão são mais fortes. Um dos policiais já está preso. Em nota, a Corregedoria da Polícia Militar informou que "apura rigorosamente as denúncias de envolvimento de integrantes da corporação com o crime organizado. Até o momento, 17 policiais já foram detidos e as investigações prosseguem no âmbito da força-tarefa criada pela SSP para investigar os fatos. Mais detalhes serão preservados para não atrapalhar as apurações. A PM reforça seu compromisso com a legalidade e destaca que nenhum desvio de conduta será tolerado".

Desde o início do ano, a Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo prendeu 17 policiais suspeitos de envolvimento na morte do empresário Vinicius Gritzbach. Ontem, quinta-feira (30), a Corregedoria indiciou esses 17 policiais militares.



Tags: #PolíciaMilitar #Rota #PCC #Corrupção #SãoPaulo

Postar um comentário

0 Comentários