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Este é o país que vai para frente!: Condenada por desvio de formatura na USP tem inscrição aceita pelo Conselho de Medicina

Alicia Dudy Muller Veiga, que enganou colegas e desviou quase R$ 1M, conquista registro no Conselho Federal de Medicina e está apta a exercer a profissão

Mesmo condenada a 5 anos de prisão e respondendo a outro processo, Alicia Dudy Muller Veiga teve a inscrição aceita pelo Conselho de Medicina. Foto: Reprodução/Redes Sociais.

Alicia Dudy Muller Veiga, ex-aluna da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), condenada pelo desvio de aproximadamente R$ 1 milhão destinado à festa de formatura de sua turma, obteve recentemente o registro profissional junto ao Conselho Federal de Medicina (CFM). De acordo com informações disponíveis no site do CFM, sua inscrição está ativa e regular desde 26 de dezembro de 2024, sem especialidade médica registrada. 

Registro ativo! Inscrição de Alicia Dudy Muller Veiga no Conselho Federal de Medicina aparece como regular desde 26 de dezembro de 2024. Foto: Reprodução/CFM.

Em julho de 2024, Alicia foi condenada pela 7ª Vara Criminal de São Paulo a cinco anos de reclusão em regime semiaberto pelo crime de estelionato. A sentença também determinou o ressarcimento integral do valor desviado aos colegas lesados. O juiz Paulo Eduardo Balbone Costa destacou que a ré, ao ocupar o cargo de presidente da comissão de formatura, "engendrou um plano destinado a se apossar do produto arrecadado ao longo de meses, com a contribuição de dezenas de colegas, a fim de obter lucro para si com a aplicação especulativa daquele capital". 

A defesa de Alicia, representada pelo advogado Sérgio Ricardo Stocco, afirmou que ela concluiu a graduação em medicina na USP e ressaltou o "direito ao esquecimento", argumentando que "pessoas que já cumpriram ou estão cumprindo suas obrigações legais não sejam eternamente prejudicadas por fatos passados". 

O caso ganhou notoriedade em janeiro de 2023, quando colegas de Alicia denunciaram o desaparecimento de cerca de R$ 1 milhão do fundo destinado à formatura. Investigações subsequentes revelaram que ela teria utilizado parte desse montante em apostas lotéricas, resultando em prejuízos adicionais. 

A obtenção do registro médico por Alicia Dudy Muller Veiga levanta debates sobre ética profissional e os critérios adotados pelos conselhos reguladores na concessão de autorizações para o exercício da medicina. Enquanto alguns defendem a reintegração de indivíduos que cumpriram suas penas, outros questionam a aptidão ética de profissionais com histórico criminal para atuar na área da saúde.



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