Operação da Polícia Civil em Cibratel expõe a sofisticação de fraudes bancárias e falhas de segurança em plataformas digitais
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| Material apreendido inclui notebooks e cartões bancários, após a prisão do suspeito de fraude cibernética em sua residência em Itanhaém. Foto: Divulgação/Polícia Civil. |
A Baixada Santista foi palco de uma ação policial que revelou a crescente sofisticação do crime organizado no ambiente digital. Na última quinta-feira (27), a Polícia Civil efetuou a prisão de um homem de 33 anos em Itanhaém, sob suspeita de ser uma peça-chave em um esquema de furto qualificado contra instituições financeiras. O indivíduo foi detido no bairro Cibratel, durante o cumprimento de um mandado judicial pela 3ª Delegacia de Homicídios (DEIC) de Santos.
O que chama a atenção neste caso é a natureza técnica e a ousadia do suspeito. Ele foi surpreendido pelas equipes dentro de sua residência, no momento exato em que realizava transações ilícitas por meio de um notebook. As investigações indicam que o objetivo primário era desviar valores de contas bancárias, obter acesso indevido a estoques de produtos de terceiros e, subsequentemente, comercializar esses acessos e dados de login para outros agentes criminosos.
A análise inicial das evidências trouxe à tona o aprimoramento das ferramentas utilizadas pelos criminosos. Segundo a Polícia, o detido empregava scripts de computador, especificamente na linguagem de programação Python, para extrair senhas e dados de acesso de diversos portais.
O método utilizado, conhecido como “força bruta”, é uma tática de ataque cibernético que consiste na tentativa exaustiva e automatizada de adivinhar credenciais, expondo falhas de segurança em plataformas online que não possuem mecanismos robustos de defesa contra esse tipo de invasão.
As apurações da Polícia Civil apontam que o homem atuava como intermediário em uma rede, conectando os criadores dos códigos maliciosos aos executores finais dos furtos. Além disso, há indícios de que o grupo teria realizado furtos qualificados contra instituições financeiras por meio da invasão direta de máquinas bancárias, facilitando a retirada de valores.
Na residência, os agentes de segurança apreenderam dois notebooks, cinco aparelhos de telefone, diversos cartões bancários em nome de terceiros e caixas de celulares. Todo o material foi recolhido e encaminhado para perícia técnica, um passo crucial para mapear a extensão da quadrilha e a totalidade dos crimes cometidos. O suspeito foi conduzido à delegacia e permanece sob custódia, à disposição da Justiça.


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