Morador é flagrado por câmera de segurança retirando parte do equipamento, essencial para combate a incêndios, em via residencial do bairro
Imagens de uma câmera de segurança registraram, nas primeiras horas da manhã de terça-feira (25), o momento em que um homem furta parte de um hidrante instalado na calçada de uma rua residencial do bairro Enseada, em Guarujá. A ação aconteceu por volta das 5h20, quando ainda havia pouco movimento, cenário ideal para crimes silenciosos que costumam passar despercebidos pela rotina da cidade.
No vídeo, o suspeito aparece caminhando tranquilamente pela calçada, vestindo uma capa de chuva amarela. Ao se aproximar do ponto onde está o hidrante, ele para, se abaixa e começa a manipular a estrutura instalada no asfalto. Após alguns instantes, consegue remover uma peça metálica do equipamento e deixa o local a pé, como se nada tivesse acontecido. O furto só foi percebido posteriormente, a partir da análise das imagens.
Embora possa parecer um “pequeno” crime, a retirada de qualquer componente de hidrantes urbanos vai muito além de um simples dano ao patrimônio. Esses equipamentos são parte fundamental da rede de segurança contra incêndios, utilizada pelo Corpo de Bombeiros para garantir abastecimento rápido e contínuo de água em situações de emergência. A ausência de uma peça pode comprometer o funcionamento do sistema justamente quando vidas e patrimônios dependem dele.
A prática também atinge diretamente o bolso da população. A reposição de peças, a vistoria técnica e eventuais reparos recaem sobre o poder público ou concessionárias de água, que são sustentados pelos impostos e tarifas pagos pelos próprios moradores. Em outras palavras, o prejuízo é coletivo, enquanto o ganho individual tende a se resumir à revenda do metal em ferros-velhos, alimentando uma cadeia de receptação que opera à margem da lei.
Do ponto de vista jurídico, o caso se enquadra no crime de furto de bem de uso público, previsto no Código Penal, com possibilidade de pena de reclusão e multa. Quando se trata de equipamento voltado à segurança, o caráter de gravidade é ainda maior, ainda que, na prática, nem sempre haja resposta rápida e exemplar por parte das autoridades. A investigação deve buscar identificar o autor e, se for o caso, também quem eventualmente compra esse tipo de material sem comprovação de origem.


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