Ataque ocorreu dentro de casa, no Oásis; suspeito tentou alegar acidente doméstico, mas versão foi desmentida pela vítima e por laudo médico
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| Fachada do Hospital Regional Jorge Rossmann, em Itanhaém, unidade para onde a vítima foi transferida após sofrer queimaduras graves provocadas pelo companheiro. Foto: Reprodução/Divulgação. |
Uma mulher sofreu queimaduras graves após o próprio companheiro jogar álcool em seu corpo e atear fogo, em Itanhaém. O crime ocorreu neste domingo (30), em uma residência na Rua João Antônio da Silva, no bairro Oásis, e terminou com a prisão em flagrante do suspeito, de 42 anos.
De acordo com a Polícia, o homem tentou, inicialmente, sustentar a versão de que tudo não passara de um acidente doméstico na cozinha, enquanto a companheira preparava alimentos. A narrativa, porém, não resistiu ao depoimento da vítima nem à análise técnica: o laudo médico apontou que as lesões eram compatíveis com uma agressão intencional, afastando a hipótese de incidente casual.
A mulher relatou aos agentes que o companheiro jogou álcool sobre ela e, em seguida, ateou fogo, configurando um ataque direto. Na apuração, os policiais também verificaram que o suspeito já tinha histórico de violência doméstica contra uma ex-companheira, o que reforça o padrão de comportamento agressivo e a necessidade de resposta rigorosa do sistema de Justiça em casos desse tipo.
Socorrida em estado grave, a vítima foi levada inicialmente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itanhaém. Diante da extensão das queimaduras, ela precisou ser transferida para o Hospital Regional Jorge Rossmann, referência no atendimento de maior complexidade na região, onde segue sob cuidados médicos.
A autoridade policial responsável pelo caso representou à Justiça pela conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva, medida considerada fundamental em situações de violência extrema, para evitar novos ataques e garantir a integridade da vítima. O crime foi registrado na Delegacia Seccional de Itanhaém como tentativa de feminicídio e violência doméstica, enquadramento que evidencia a gravidade do episódio e a recorrência desse tipo de violência na realidade das famílias da Baixada Santista.


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