Família de jovem morto por policiais em Guarujá: "Eles tiraram a vida de um civil trabalhador"
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| Foto de Luiz Antônio da Silva Diniz, jovem morto por policiais em Guarujá. A família de Luiz contesta a versão da SSP e denuncia execução. |
A morte de Luiz Antônio da Silva Diniz, de 23 anos, na tarde de quinta-feira (15), na comunidade Maré Mansa, em Guarujá, durante uma ação policial, gerou indignação e revolta na comunidade e entre seus familiares. A irmã da vítima, Ana Caroline da Silva Diniz, de 26 anos, contesta a versão da Secretaria de Segurança Pública (SSP), que afirma ter havido uma troca de tiros entre policiais e traficantes. Ela relata que Luiz foi morto à queima-roupa pelos agentes, após ter sido autorizado a passar por um bloqueio policial.
Trabalhador e engajado na comunidade
Segundo Ana Caroline, Luiz era um jovem trabalhador e engajado na comunidade, ajudando em diversas ações sociais. Ele não tinha antecedentes criminais e não estava envolvido com o tráfico de drogas. No dia do crime, ele havia acabado de sair do trabalho e se dirigia à casa de um conhecido para pedir um serviço como "bico".
Morte à queima-roupa
Ao retornar para casa, Luiz cruzou com um grupo de policiais que realizava patrulhamento na comunidade. De acordo com a irmã da vítima, os próprios agentes autorizaram sua passagem pelo local. No entanto, logo em seguida, ele foi alvejado por disparos de arma de fogo, sem qualquer chance de defesa.
"Eles tiraram a vida do meu irmão"
"Eles estavam fazendo operação na nossa comunidade. O meu irmão passou pelo beco e, voltando para casa, se deparou com eles [policiais] e eles deram abertura para ele passar. E aí ele atirou no meu irmão. Simplesmente assim. O meu irmão foi baleado. O meu irmão foi morto pela polícia", relata Ana Caroline com indignação.
Versão contestada por testemunhas
A versão da SSP sobre uma troca de tiros também é contestada pelo vereador Jailton Sorriso (PRTB), que conhece a comunidade e a vítima. Ele afirma que Luiz era um jovem trabalhador e voluntário, sem qualquer ligação com o crime.
"Acho que a pessoa, policial militar do Choque, tem que ter um pouco de bom senso. Não temos nada com a vida deles. Eles entram na comunidade e fazem o trabalho deles, mas tem que respeitar o trabalhador, e não tirar a sua vida. Nós não podemos ser tratados como qualquer pessoa", afirmou o vereador.
Investigação e apuração de responsabilidades
O caso está sendo investigado pelas polícias Civil e Militar. A Corregedoria da PM também está à disposição para apurar qualquer acusação contra os agentes envolvidos.
Comunidade pede justiça
A família de Luiz Antônio e a comunidade exigem justiça e apuração rigorosa do caso. A morte de um jovem trabalhador, em circunstâncias controversas, gera questionamentos sobre a atuação das polícias e a necessidade de respeito à vida e aos direitos humanos.

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