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Omissão da polícia exige rigor corregedor: Empresário de Barueri ameaça cliente e permanece livre na presença de policiais civis

Corregedoria da Polícia Civil deve responsabilizar por falha grave em caso de violência e ameaça

Imagem chocante: Empresário armado persegue cliente indefeso enquanto viatura da polícia permanece estacionada, simbolizando a omissão das autoridades diante da violência e da impunidade.

Um crime flagrante, uma violência gratuita, uma omissão vergonhosa. Estes são os ingredientes de um episódio recente que escancara não só a prepotência de empresários privilegiados, mas também a falha gritante das autoridades em agir diante de abusos flagrantes. No centro dessa trama de impunidade está a padaria Bethaville, em Barueri, onde um empresário branco, Silvio Mazzafiori, ameaçou de morte um cliente inocente e saiu impune, diante dos olhos coniventes da Polícia Civil.

O caso, que ganhou repercussão nacional, é um retrato cru da desigualdade e do privilégio que permeiam nossa sociedade. Enquanto o cidadão comum enfrenta as consequências de um sistema judiciário muitas vezes falho e injusto, os poderosos caminham livres, protegidos por uma rede de privilégios e conivências.

Nesta sexta-feira, o empresário escapou de depoimento que deveria dar à Polícia Civil. Ele encaminhou às autoridades uma declaração informando que se internou no hospital Albert Einstein para “passar por exames”.

“O Peticionário se encontra hospitalizado, desde o início da manhã de hoje [dia 5 de fevereiro], junto ao Hospital Albert Eistein, estando ainda em atendimento, em razão de queda sofrida no final de semana, para exames médicos e análise da necessidade, ou não, de passar por procedimento cirúrgico”, diz o documento assinado pelos advogados Cristiane Battaglia e Danilo Vidili.

O empresário Alan Barros, vítima deste ataque de prepotência, viu-se indefeso diante da fúria desmedida de Mazzafiori, que o ameaçou de morte simplesmente por utilizar um notebook em seu estabelecimento. O advogado de Barros não poupou críticas à atuação da Polícia Civil, que permaneceu inerte diante da cena de violência que se desenrolava diante de seus olhos: "Eles estavam lá, na frente da padaria, e nada fizeram para prender o agressor. É inadmissível que a polícia se omita diante de um crime tão flagrante".

Imagem perturbadora: Empresário agressor é contido ao lado da viatura da Polícia Civil, enquanto a justiça permanece estacionada. Um retrato da impunidade e da omissão das autoridades diante da violência.

A presença de uma viatura da Polícia Civil estacionada a poucos metros do local do incidente torna a omissão das autoridades ainda mais inexplicável e revoltante. Enquanto o empresário branco proferia ameaças de morte e agredia verbal e fisicamente o cliente indefeso, os agentes responsáveis pela segurança pública permaneceram inertes, como espectadores passivos de uma cena de barbárie.

Não bastasse a omissão no momento do crime, a postura da Polícia Civil após o incidente também é alvo de críticas. Até o momento, não houve nenhuma manifestação oficial por parte das autoridades corregedoras sobre o caso, nem mesmo uma investigação preliminar para apurar a conduta dos agentes presentes no local. Esta falta de transparência e responsabilidade por parte das autoridades apenas reforça a sensação de impunidade que permeia casos como este.

O episódio na Bethaville não é um caso isolado, mas sim um reflexo de um sistema que favorece os poderosos em detrimento dos direitos e da segurança dos cidadãos comuns. Enquanto empresários brancos e influentes podem cometer crimes e sair impunes, a população negra e marginalizada enfrenta a brutalidade do sistema de justiça criminal.

Diante disso, a Corregedoria da Polícia Civil tem o dever moral e institucional de investigar rigorosamente este caso e responsabilizar não apenas os agressores, mas também os agentes que se omitiram diante do crime. A justiça só será verdadeiramente feita quando todos os cidadãos forem tratados com igualdade perante a lei, sem distinção de raça, classe social ou status econômico. E é isso que exigimos, não apenas como cidadãos, mas como seres humanos em busca de um mundo mais justo e igualitário.



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