Últimas Notícias

8/recent/ticker-posts

Homem de 42 anos é executado em área de mata em Cubatão e morre após atendimento de emergência

Vítima foi encontrada com múltiplos ferimentos por arma de fogo no Jardim São Francisco; dinâmica do socorro expõe rotina de violência e pressão

Área de mata no Jardim São Francisco, em Cubatão, onde Daniel da Silva Mendes foi encontrado baleado e acabou morrendo após ser socorrido ao pronto-socorro central da cidade. Foto: GCM/Cubatão.

Um homem de 42 anos morreu depois de ser encontrado gravemente ferido, com diversos tiros na região do tronco, em uma área de mata no Jardim São Francisco, em Cubatão. A vítima, identificada como Daniel da Silva Mendes, foi localizada por volta das 22h20 de sexta-feira (21), nas proximidades do cruzamento das ruas Heitor de Oliveira Santos e Waldemar Luís Martins, região já conhecida por episódios de criminalidade e vulnerabilidade social.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), guardas civis municipais foram acionados e encontraram Daniel caído no chão, com vários ferimentos provocados por disparos de arma de fogo. O Corpo de Bombeiros enviou uma unidade de resgate, que realizou os primeiros atendimentos e fez o transporte da vítima, inconsciente, até o Pronto-Socorro Central. Mesmo com as manobras de reanimação feitas pelas equipes de resgate e pelos profissionais de saúde, ele não resistiu.

O caso foi registrado como homicídio na Delegacia de Cubatão, que requisitou perícia ao Instituto de Criminalística (IC) e exames ao Instituto Médico Legal (IML), etapas essenciais para tentar reconstituir a dinâmica do crime, identificar o tipo de arma utilizada e reunir elementos que possam levar à autoria. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre suspeitos, motivação ou se Daniel tinha antecedentes criminais, o que reforça a sensação de impunidade que costuma cercar crimes praticados em áreas de mata ou regiões pouco iluminadas e com baixa presença do poder público.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Cubatão informou que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foi acionado para a ocorrência. Ao chegar ao endereço inicial, a equipe constatou que a vítima já estava em óbito e que, por protocolo, a remoção do corpo só poderia ocorrer após autorização policial. Enquanto isso, a unidade de suporte avançado recebeu um segundo chamado, envolvendo outra vítima ainda com vida e que poderia demandar intervenções de maior complexidade. Diante disso, a ambulância deixou o primeiro local para atender o novo caso, e uma unidade básica foi enviada posteriormente para recolher o corpo.

Segundo a SMS, não houve recusa de atendimento por parte do Samu, mas sim uma troca de viaturas, com prioridade para o paciente que ainda apresentava chance de sobreviver. A versão oficial destaca que, em cenários de recursos limitados e múltiplas ocorrências simultâneas, a vida com possibilidade de reversão do quadro clínico deve prevalecer sobre situações em que o óbito já foi constatado. Ainda assim, o episódio evidencia a permanente sobrecarga dos serviços de emergência e a necessidade de transparência na comunicação com a população, que muitas vezes só vê a ambulância indo embora sem compreender a lógica desses protocolos.

Mais do que um número a mais nas estatísticas de homicídio, a morte de Daniel escancara a combinação explosiva entre territórios vulneráveis, circulação de armas de fogo e capacidade limitada de resposta do Estado, tanto na prevenção da violência quanto na investigação qualificada dos crimes. Caberá agora à Polícia Civil aprofundar as diligências para que o caso não se some a tantos outros assassinatos sem solução na Baixada Santista.


#Cubatão #BaixadaSantista #Homicídio #ViolênciaUrbana #SegurançaPública #GCM #CorpoDeBombeiros #Samu #PolíciaCivil

Postar um comentário

0 Comentários