Banho em área sem guarda-vidas escancara riscos de atendimento tardio no litoral norte paulista
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| Homem de 39 anos morre após mal súbito durante banho de mar em praia isolada de São Sebastião, no litoral norte de SP. Foto: Reprodução/Redes Sociais. |
Um homem de 39 anos morreu na tarde de sexta-feira (21) após sofrer um mal súbito enquanto nadava na praia Preta do Sul, em São Sebastião, no litoral norte. A área, segundo o Grupamento de Bombeiro Marítimo (GBMar), é isolada, pouco frequentada e não conta com a assistência regular de guarda-vidas, o que aumenta o tempo de resposta em situações de emergência.
De acordo com informações do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o banhista, identificado pelas iniciais A.R.S., nadava quando apresentou sinais de mal súbito, percebidos pela esposa. Ela pediu socorro e viu o marido submergir em seguida. Ele só foi retirado da água por populares cerca de 20 minutos depois, já inconsciente e em parada cardiorrespiratória, com sinais de trauma.
A equipe da unidade SIV 01 iniciou o suporte avançado de vida e recebeu apoio da USA 01, com médico a bordo. Foram realizadas diversas manobras de reanimação durante o deslocamento até o hospital, mas a vítima não resistiu. A causa exata da morte ainda será definida por exames complementares, que deverão esclarecer se houve apenas mal súbito, afogamento, trauma ou uma combinação desses fatores.
O GBMar informou, por meio de nota, que chegou a ser acionado pelo Samu, uma vez que a situação foi inicialmente tratada como caso de possível afogamento, com necessidade de eventual apoio de guarda-vidas. No entanto, minutos depois, o próprio Samu comunicou que o apoio não seria mais necessário, pois o óbito havia sido constatado durante o transporte. Assim, o grupamento marítimo não chegou a atuar diretamente na ocorrência.
Apesar de se tratar de uma praia fora da cobertura regular do GBMar, o episódio expõe um problema recorrente em trechos isolados do litoral: a sensação de tranquilidade costuma contrastar com a ausência de estrutura mínima de socorro, sinalização de riscos e orientação aos banhistas. Em locais sem guarda-vidas, qualquer demora no resgate — como os 20 minutos até a retirada da vítima da água — tende a ser decisiva para o desfecho.


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